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“Cerrar Ciclos”  (Fechar Ciclos)*

Sonia Hurtado

 

 

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Sonia Hurtado

Enviado por SBernardelli em 27/12/2008
Reeditado em 13/05/2015
Código do texto: T1355499
Classificação de conteúdo: seguro

Obs:(Autor: Paulo Coelho já admitiu no prefácio de um dos seus livros que não é dele a autoria Encerrando Ciclos)

*A Verdadeira autora da crônica Encerrando Ciclos
Dessa vez quem vos escreve é a jornalista colombiana Sonia Hurtado (brigas autorais à parte), com Paulo Coelho.  O texto fala de fases e de como devemos aprender a aceitar que elas passam. Fala de um sentimento, o de perda, que todos nós temos, mas que ainda não aprendemos a lidar com ele.
Copiado de : http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1355499
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode criar obras derivadas.
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Post_Teilhard de Chardin__A FELICIDADE

A FELICIDADE

Pierre Teilhard de Chardin

 

 

Segundo o jesuíta a felicidade do homem está inscrita na vida do mundo e se harmoniza na sabedoria e no ritmo da criação

Segundo o jesuíta Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), geólogo e paleontólogo, a felicidade do homem está inscrita na vida do mundo e se harmoniza na sabedoria e no ritmo da criação. A felicidade plena pode ser vivida através da criatividade, do amor e da adoração.

Em 1942, quando Teilhard de Chardin era exilado no Oriente, escreveu uma meditação sobre a felicidade, traduzida em italiano pela primeira vez em 1970 no volume: “O Jesuíta proibido – Vida e Obra de Pierre Teilhard de Chardin”, Giancarlo Vigorelli, 1970.

Os homens, segundo o jesuíta, dividem-se em três grupos que partem para escalar uma montanha…

“Alguns não estão irritados pela partida”. O sol brilha, a vista é bela. Mas para que subir mais alto? Não é melhor aproveitar a montanha onde nos encontramos, em meio aos prados e no bosque? E se deitam sobre a grama, ou exploram ao redor, esperando a hora do piquenique. Os últimos, enfim, os verdadeiros alpinistas, não tiram os olhos dos picos que decidiram subir. E seguem adiante.

Os cansados, os brincalhões, os fervorosos. Três tipos de homem, que cada um de nós traz em semente no profundo de si mesmo, e entre os quais, desde sempre, divide-se a humanidade que nos circunda.

Os cansados (ou os pessimistas), para começar.

Para esta categoria de homens, existir é um erro, ou um falimento. Somos mal comprometidos, e por consequência se trata de abandonar o jogo o mais rápido possível. Levado ao extremo e colocado em uma doutrina sábia, esta atitude resulta da sabedoria hindu, pela qual o Universo é uma ilusão e uma cadeia. Mas de modo mais amortecido e comum, a mesma disposição se encontra e se revela em um mar de julgamentos práticos que bem conheceis. ‘Que sentido tem buscar? Por que não deixam os selvagens seu mundo selvagem e os ignorantes a ignorância? O que quer dizer a Ciência? Não se está melhor deitado que em pé? Mortos, ao invés de mentir?’ Tudo isso significa, ao menos implicitamente, que é preferível ser menos que mais; melhor ainda, não ser absoluto.

Os brincalhões (ou os foliões)

Para estes homens da segunda espécie, é melhor ser que não ser. Mas, estejamos atentos, “ser” tem um sentido todo particular. Ser, viver, para os discípulos desta escola, não é agir, mas curtir o presente. Curtir cada momento e cada coisa zelosamente, sem perder nada, e, sobretudo sem se preocupar em mudar atitude: nisto consiste a sabedoria. Não se arrisca nada pelo futuro, a menos que para um excesso de refinamento. Não se envenena apreciando o risco pelo risco, para provar o prazer de ousar ou sentir a emoção do medo.

Assim é para nós, de uma forma simplificada, o antigo hedonismo pagão de Epicuro. E não muito tempo atrás, nos círculos literários, esta era a mesma tendência de Paul Morand, ou de um Montherrant, ou mais sutil, de um Gide, pelo qual o ideal da vida é beber sem nunca acabar com a própria sede. Não para retomar a forma, mas para estar pronto a curvar-se mais e rapidamente sobre qualquer nova fonte.

Os fervorosos

Aqui me refiro àqueles pelos quais a vida é uma subida e uma descoberta. Para os homens que formam esta terceira categoria não somente é melhor ser que não ser, mas é sempre a possibilidade – e é a única que interessa – de se tornar alguma coisa a mais. Para estes conquistadores apaixonados de aventura, o ser é inesgotável – não à maneira de Gide, como uma joia de mil facetas, que se pode girar em todos os versos sem nunca se cansar, mas como um fogo de calor e de luz, ao qual é possível aproximar-se sempre mais. Pode-se importunar estes homens, tratá-los de ingênuos ou achá-los chatos. Mas depois de tudo são eles que nos fizeram e que preparam a Terra do Amanhã.

Bouquet de Cravos & Conchavos, abril/2019
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Post Bode Expiatório

É muito mais fácil arrumar um bode expiatório…

Publicado por Hudson Costa em 6 de janeiro de 2014.

 

Segundo a Wikipédia, “o bode expiatório era um animal que era apartado do rebanho e deixado só na natureza selvagem como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, a época do Templo de Jerusalém”. Este rito é descrito na Bíblia no livro do Levítico*.

Em sentido figurado, um “bode expiatório” é alguém que é escolhido arbitrariamente para levar (sozinho) a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo (que geralmente não tenha cometido). A busca do bode expiatório é um ato irracional de determinar que uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou até mesmo algo, seja responsável de um ou mais problemas sem a constatação real dos fatos.

A busca do bode expiatório é um importante instrumento de propaganda. Um clássico exemplo são os judeus durante o período nazista, que eram apontados como culpados pelo colapso político e pelos problemas econômicos da Alemanha.

Os grupos usados como bodes expiatórios foram (e são) muitos ao longo da História, variando de acordo com o local e o período”.

Pois muito bem…

Agora que já conceituamos BODE EXPIATÓRIO vamos examinar alguns desses caprinos pagadores de pecados que foram e são criados pela nossa sociedade.

Para a população em geral o bode expiatório preferido é o GOVERNO e por tabela os POLÍTICOS. Tudo é culpa deles! Se a cidade não está legal é culpa do Governo Municipal. E o mesmo vale para o Estado e para a Nação. Uma vez eleito o bode, pronto, todos os pecados daquela população estarão expiados. Todo mundo absolvido. Ninguém tem culpa de nada, a não ser o pobre do bode expiatório!

Para o GOVERNO e POLÍTICOS GOVERNISTAS a lista de bodes expiatórios é maior. No campo da economia o bode predileto é a crise internacional que sempre atrapalha os planos do governo. E assim, o que o governo faz fica isento de qualquer culpa, afinal de contas, o bode já fora escolhido para expiar os pecados. No campo da política o bode preferencial é a oposição. Tudo é culpa da oposição que só critica e nunca colabora, nunca apresenta propostas para melhoras. Os situacionistas, coitados, vivem sempre a devotar sua vida em prol da causa que os oposicionistas só querem derrubar.

Na saúde, no ano passado (2013), surgiu um bode branco. De uma hora para outra, começaram a colocar a culpa de todas as mazelas da saúde de nosso país nos médicos brasileiros. E aí foi uma verdadeira caça às bruxas. Ainda houve tentativas de separar o joio do trigo, quando em alguns ataques se dizia coisas do tipo “nem todos os médicos são assim tão perversos…” Bem, no final das contas, creio que para uma imensa maioria da população o doutor estava mais para o monstro do que para médico.

Para quem é de direita (coisa difícil de ver no Brasil alguém assumir que é de direita) a culpa é da esquerda. E quem é de esquerda culpa é da direita. Quem é socialista, culpa o capitalismo por tudo de ruim que acontece a si e aos demais! Já para o capitalista, bem, a culpa é dos socialistas!

A lista tende ao infinito e já deu para perceber que no final das contas é sempre uma tentativa de simplificar aquilo que é deveras complexo. Não dá mesmo para reduzir questões complexas, que possuem inúmeras variáveis a um simples maniqueísmo, uma luta do bem contra o mal. A solução simplista não pode ser aplicada quando se tem tantas variáveis, tantos agentes e tantas consequências. Ah, como seria bom se todo esse complexo mundo que foi sendo construído pela raça humana ao longo de sua existência desde a época das cavernas (ou melhor, das árvores, né?!) pudesse ser “consertado” na base das soluções simples, ou na simples eliminação do bode expiatório!

Escolher um bode expiatório para colocar-lhe a culpa de tudo de ruim que acontece é a solução mais simples e que não requer muito esforço mental. Ninguém precisa se dar ao trabalho de pensar em soluções mais elaboradas, basta eliminar o bode expiatório e pronto, todos os problemas estarão resolvidos!! E se surgirem outros? Não tem problema, arruma-se outro bode expiatório para pôr-lhe a culpa e estamos resolvidos!!! Assim sendo, a solução através do bode expiatório é a predileta de quem não quer se dar ao trabalho de pensar, de quem não quer debater ideias contrárias às suas, de quem não consegue encarar os próprios erros, de quem não tem maturidade para receber críticas!

“Ao procurarmos um bode expiatório para pormos a culpa dos erros que cometemos na vida, demonstramos que não estamos dispostos a encarar a verdade dentro de nós mesmos e assim podermos corrigir os nossos próprios defeitos. A reflexão nos leva a não repetir o mesmo erro duas vezes, tenha esse costume em sua vida e irá errar menos, e se errar, conseguirá encará-lo de frente para corrigi-lo sem ter que por a culpa noutro alguém”.

(Djalma CMF)

*Levítico 23
18Oferecereis, além do pão, sete cordeiros de um ano, sem defeito, um novilho e dois carneiros, como holocausto ao SENHOR, acompanhados de uma oblação, oferta de cereais, e de uma libação, oferta de vinho derramado; toda essa oferenda será completamente queimada, cujo aroma é agradável ao SENHOR. 19Fareis também, com um bode, um sacrifício pelo pecado e, com dois cordeiros de um ano, um sacrifício de comunhão. 20O sacerdote os oferecerá, com gesto ritual de apresentação diante do SENHOR, além do pão dos primeiros frutos. De igual modo fará aos dois cordeiros, pois são sagrados perante o Eterno e pertencem ao sacerdote.…
Mulheres_J_Pomilio

MULHERES

Tradução: J. Pomilio/09

O Tempo passa.
A Vida voa.
As distâncias separam.
Os Filhos crescem.
Os trabalhos vão e vêm.
 
A paixão diminui.
Os homens nem sempre são o que se supõe que deveriam ser.
O coração se quebra.
 
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores recebidos.
As carreiras ou profissões chegam ao fim.
 
Mas…
 

As amigas estão aí, não importa quanto tempo tenha passado e quanta distância física exista. Uma amiga nunca está demasiado longe para chegar a ela quando necessário.

 

Quando tens que caminhar por um vale solitário e tens que fazê-lo por ti mesmo (a), as mulheres da tua vida, estarão ao redor do vale, alentando-te, orando por ti, empurrando-te, intervindo por ti e esperando-te com os braços abertos, no final do caminho.

 
Algumas vezes, inclusive, quebrarão as regras e caminharão a teu lado ou virão para te levar carregado (a).
 

O mundo não seria o mesmo sem mulheres. Quando começaste esta aventura de ser mulher, não tinhas ideia das incríveis satisfações e das dolorosas provas que te esperavam.

 
Nem tampouco sabias quanto necessitariam umas das outras.
 
A cada dia, continuas necessitando delas.
 

BENDITAS SEJAM AS MULHERES!

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Post_Abraham-Hicks__Suavizar e apreciar a si mesmo

Suavizar e apreciar a si mesmo

Abraham-Hicks

 

 

Nós queremos que cada momento de sua experiência seja de regozijo assim como é para nós.

Nós queremos que você olhe o mundo ao seu redor e não se preocupe, mas sim celebre a sua beleza.

Nós queremos que você dê uma olhada em sua própria vida e não se preocupe, e sim festeje e divirta-se com a sua magnificência.

Nós queremos que você olhe para o seu próprio corpo e não implique com uma ruga ou um quilo extra, ou 20 ou 30 ou 40.

Nós queremos que você olhe para si mesmo e se adore. E quando você fizer este pequeno esforço para apreciar aquilo que é seu AGORA, você vai dissolver rapidamente qualquer resistência que o esteja mantendo separado das coisas que quer.

Esta é a fórmula mágica que você andou procurando. Este é o segredo para a sua combinação. É a chave para a sua permissão.

É a chave para que você consiga o que quer. É a chave para a sua abundância, claridade, e estamina. É a chave para a sua energia.

É a chave para a sua vitalidade. É a chave para a sua flexibilidade. É a chave para o seu bem estar.

É a chave para todas as coisas que o fazem se sentir bem.

Faça um pequeno esforço, toda oportunidade que tiver, de olhar para onde você se encontra AGORA, e faça o melhor que puder para suavizar e apreciar a si mesmo AGORA, para suavizar e apreciar a si mesmo AGORA.

 

 

[Tradução de Mônica Grohmann]
 

 

Abraham_Hicks_Sobre pedir

Post_Antíteses

SÍNTESE DAS ANTÍTESES

Lao Tse*

 

 

Só temos consciência do belo,

Quando conhecemos o feio!

Só temos consciência do bom,

Quando conhecemos o mau!

Porquanto, o Ser e o Existir,

Se engendram mutuamente!

O fácil e o difícil se complementam!

O grande e o pequeno são complementares!

O alto e o baixo formam um todo!

O som e o silêncio formam a harmonia!

O passado e o futuro geram o tempo!

Eis porque o sábio age

Pelo não agir,

E ensina sem falar,

Aceita tudo que lhe acontece!

Produz tudo e não fica com nada!

O sábio tudo realiza e nada considera seu!

Tudo faz e não se apega à sua obra,

Não se prende aos frutos da sua atividade!

Termina a sua obra

E está sempre no princípio!

E por isto a sua obra prospera!!!

 

 

 

*Lao-Tsé (604-517 a.C.) foi um filósofo da China Antiga. A ele se atribui a fundação de um movimento filosófico que mais tarde se transformou em religião, o “Taoísmo”, cujo objetivo é a obtenção da “paz absoluta”.
 

 

 

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Poema de Natal

Rio de Janeiro , 1946

Vinícius de Moraes

 

 

Para isso fomos lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

NATAL é amor que se renova.

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