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Archive for junho \29\UTC 2009

…do livro “UM MINUTO PARA MIM”

*

“Quando Todas as Pessoas no Mundo

Cuidarem Melhor de Si Mesmas,

Todas Se Sentirão Mais Bem

Cuidadas, e Poderemos Finalmente

Começar a Cuidar Mais Um do

Outro”

*

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*

“Em um Minuto

Posso Mudar Minha Atitude,

e Nesse Minuto Posso

Mudar Todo o Meu Dia.”

*



Um Minuto para Mim:

Resumo

O que é:

  • Equilibro minha vida cuidando tão bem de mim quanto cuido de minha família, meus amigos e meus negócios.
  • Trato de mim como gostaria que os outros me tratassem.
  • Paro, olho e escuto.
  • Várias vezes por dia, reservo um minuto, para e pergunto a mim mesmo: “Há alguma maneira de eu cuidar de mim mesmo neste exato momento?”
  • Sei que a resposta está dentro de mim. Tranqüilo, escuto a sabedoria do Meu Melhor Eu. Espero que me seja comunicada.
  • Descubro o que é melhor e geralmente o ponho em prática.
  • Dou a mim mesmo e recebo de mim mesmo.
  • Sou mais feliz.

Por que funciona:

Quando cuido tão bem de mim quanto cuido dos outros, sinto-me mais feliz. Isto porque, quanto mais cuido de mim, menos irritado fico comigo mesmo e com os demais. E mais carinhoso me torno.

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EU COMIGO AQUI  e AGORA


“Não é preciso que eu me justifique com você a todo momento
buscando a sua aprovação para o que eu faço
e para o modo como eu estou fazendo:
— amar é reconhecer e aceitar as nossas diferenças
e me amar é dar-me o direito de ser diferente
ainda que às vezes isso represente ser rejeitado por você.
Amar é dar a mim o que é meu
para dar a você o que é seu.
Amar-me é responder presente
à chamada do presente.”
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“ Estar presente é respirar.
Prender o fôlego é fatal;
— morro para a vida agora
em nome de alguma coisa
que eu penso estar me faltando
que eu penso ter me faltado
que eu penso que me faltará.
Presente é
o presente que a vida me dá
a todo momento.
— Devo recusar?
Meu passado é uma gaiola de ferro.
Meu futuro é uma gaiola de vento.
Uma me prende por ser tão certa e definitiva
outra, por ser tão vaga e absurda.
Só no presente eu posso voar.”
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“Meu trilema:
querer
poder
e dever.
Às vezes quero, mas não posso
Às vezes posso, mas não devo
Às vezes devo, mas não quero
Gostar de mim
é fazer aquilo que eu posso
para alcançar aquilo que eu quero.
Gostar de mim
é não usar aquilo que eu devo
como desculpa para coisas que eu realmente não posso.”
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“A vida é a síntese
de todos os opostos
que constituem a vida:
— nascimento e morte
alegria e tristeza
sucesso e fracasso
acerto e erro
alto e baixo
bom e mau
prazer e dor
Experimento o verdadeiro auto-amor
quando descubro,
sob o véu dos meus conflitos
a maravilhosa harmonia que existe entre todos os opostos.”
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“Conheço os sintomas da minha depressão:
— Penso nas coisas desagradáveis
que estão ocorrendo à minha volta;
— penso nos aborrecimentos
que essas coisas estão me trazendo;
— penso em como estou impotente
para mudar o curso dos acontecimentos;
— penso que eu sou mesmo um pobre-coitado,
vítima das circunstâncias…
—Penso. É o bastante.
Gostar de mim
é ser capaz de me sentir
antes de me pensar.
Gostar de mim
é mergulhar na dor que me chega
ao invés de evitá-la a todo custo.
(A dor é um buraco às avessas:
— quanto mais eu afundo
mais eu volto à superfície)”
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“— Sou um processo em permanente transformação.
(Todas as vezes que eu saio do meu ritmo eu danço…)
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“… Mas qualquer que seja a minha escolha
terei de carregar sozinho o peso da minha decisão.”
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“… Antes de você existe
EU,
sem que isso signifique presunção da minha parte
ou menosprezo pela sua pessoa.
E embora eu me sinta muito feliz com a sua presença,
antes de estar com você, estou
COMIGO,
não lá, num lugar imaginário de encontro, mas
AQUI.
Não ontem ou amanhã mas
AGORA.”
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A Terra é azul

Mensagem de Paz


“Quando a criatura

der azo

à Gratidão ao Criador,

reconhecendo-se inferior e subalterno à Divindade,

terá alcançado a plenitude da Sabedoria

e estará a um passo da Paz.

Urge fazer a hora! “

Alceu Sebastião Costa


SEJA DA PAZ

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De Martha Medeiros (do filme Divã)

Tenho viajado bastante para acompanhar algumas pré-estréias do filme Divã, baseado no meu livro homônimo. Delícia de tarefa, ainda mais quando a gente gosta de verdade do trabalho realizado, e esse filme realmente ficou enxuto, delicado e emocionante. Além disso, ainda consegue me provocar. A personagem Mercedes (vivida pela incrível Lilia Cabral) está fazendo análise e leva pro consultório muitos questionamentos sobre sua vida. Até que, passado um tempo, finalmente relaxa e se dá conta de que não há outra saída a não ser conviver com suas irrealizações. Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate:

— Alta? Logo agora que estou me divertindo?

Eu tinha esquecido dessa parte do livro, e quando vi no filme, me pareceu tão cristalino: um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se.

Não que seja fácil. Enquanto que um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.

Dia desses recebi o e-mail de uma mulher revoltada, baixo-astral, carente de frescor, e fiquei imaginando como deve ser difícil viver sem abstração e sem ver graça na vida, enclausurada na dor. Ela não estava me xingando pessoalmente, e sim manifestando sua contrariedade em relação ao universo, apenas isso: odiava o mundo. Não a conheço, pode sofrer de depressão, ter um problema sério, sei lá. Mas há pessoas que apresentam quadro depressivo e ainda assim não perdem o humor nem que queiram: tiveram a sorte de nascer com esse refinado instinto de sobrevivência.

Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá. E então se fica ruminando, alimentando a própria “má sorte”, num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?

Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.


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Vinícius_de_Moraes_Michèle

título poesia para Vinícius

Michèle Christine


Vou permanecer na minha intimidade também,

com coração pulsando sem parar

e o olhar molhado…

e vou calar-me nesta tarde de céu nublado

deixando as réstias do sol, somente elas,

aquecerem este momento bonança:

de um poeta que é só amor e lembrança,

saudade que vai-e-vem, acaba jamais,

encanto que é tanto

que o silêncio precisa imperar diante dos meus ais.

Vinícius de Moraes é imortal graça tanta

que me aquieto, sinto, vivo e me aconchego

na minha tarefa de admiração…

não sei se é amor, beleza, dor ou emoção.

Mas é sentimento que se agiganta,

decanta…

com gotas de absinto

com perfume de jacinto.

Poetas, todos,  são isso… simplesmente…

num estalar de dedos

nos tiram o medo

e revelam nossos próprios segredos

de encontrar o paraíso

em todos os enredos.


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Post_RubemAlves_jabuticaba

Sobre o tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.

Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

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