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Archive for 4 de julho de 2009

Novos encantos_back SP

NOVOS ENCANTOS…

Rosângela do Valle Dias

Sem mistérios, sem silêncios!

Naquele bosque, imensidão de esperança…

Quietude na passagem da brisa!

Novos encantos …

Dentro de mim,

um coração,

até então, adormecido,

pulsa forte,

encantado,  ritmado,  iluminado…

Caminho entre as árvores

à procura do meu refúgio.

As folhas, caídas,

sussurram sob meus pés,

como se quisessem  me mostrar,

como se pudessem me levar

por um atalho seguro,

à fonte dos meus  desejos,

ao meu oceano de sedução

em ondas de êxtases!

Mais quereres,

mais encantos,

mais prazeres…

Sem mistérios …

BH/MG -17/abril/2007

VELHOS ENCANTOS…

Michèle Christine

Com mistérios, com silêncios!

Naquele bosque, densa desilusão…

Lamentos do vento… um pranto!

Desencanto…

Em mim,

um corpo,

morada da solidão,

que estremece,

descompassado, dorido, sem expressão…

Olho os rabiscos de sol entre os galhos

e procuro a cadência da calmaria.

O ruído das folhas secas,

barulham nostalgia,

mostrando insistente agonia,

que  chora os olhos e soluça a garganta.

Vontade que avança e canta

de saciar meus desejos,

de querer outros beijos,

de delírios, de lirismo,

de conto de amor!

Mais querência,

mais ardência,

mais paixão…

Sem mistério,

sem silêncio,

sem dor.

BH/MG – 19/abril/2007

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Mágica_magia3

MAGIA

Gui Oliva

Toda a magia da poesia se aconchega

na imensidão  iluminada do  Universo,

e sensíveis  almas de poetas  ali versejam

brilhando, estelares, os seus versos …

MÁGICA

Michèle Christine

Nas noites  mais prateadas

meu aconchego  é  ao céu aberto

onde tento encontrar

numa estrela iluminada,

os meus sonhos dispersos.

E os poetas, no seu alento amoroso

arrimam os sonhos da gente

que se  encaixam em nossa alma ansiosa

em feitio de rimas, prosas e versos.

MAGOS

Sylvia Cohin

Faces ocultas, sérios, encapuzados pelo manto de mistérios,

dedilham rimas para os seus fonemas.

E dessa forma, com tal maestria,

criam poemas plenos de alquimia!

Porto, 16.12.2007

MAGIA

Anna Peralva

Na face encoberta,

um entrelace de emoções

em sutis disfarces…

Sonhos ocultos aprisionados

nos vultos das sensações…

O verbo se inquieta

e conjuga a magia

das palavras certas!

Alquimia?…

Ali nasce o poeta!

Em lavas de inspirações

numa alma sem embaraces,

um visionário desperta!

16/12/2007-RJ

MAGIA

Carmo Vasconcelos

Magia é extrair da tinta escura

duma pena esquecida e inerte

a mágica e alquímica mistura

das claras essências que a alma verte

É astros inventar na escuridão

Desenhar sóis em papiros sem cor

Vestir de letras-luz a inspiração

Com um poema nu fazer amor

17/12/2007

Lisboa, 1.55 horas, 6º de temperatura

MAGOS

Humberto – Poeta

Devotos dos Merlins e das Morganas,

edificando em sonho astrais nirvanas,

fazem da rima um rico florilégio.

Só aos poetas Deus doou a primazia

de extrair do vernáculo a magia

e da mente o poema que extasia,

qual se fosse bruxedo ou sortilégio!

MAGIA

Marise Ribeiro

Nas entrelinhas do devaneio

o poeta cria a vida e a morte,

pinta a coragem e o receio,

e nem se preocupa com a sorte…

É mágico, músico e amante,

fazendo de tudo um pouco…

E nesse sonho tão delirante

o poeta é sempre um louco…

Verseja, grita, esbraveja…

Vê estrelas até na escuridão,

e toda a magia que almeja

é a de enfeitiçar um coração …

18/12/07

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Fundo Liberte__lua linda zel

Liberte

Gui Oliva

Deixe livres sons melodiosos…
pela madrugada afora
compasse o coração
bem ritmado e, assim,
sob ela enluarada
seja, finalmente,
o regente dele agora.

Santos/SP 25/03/06

Coração liberto…

Michèle Christine

Nem as luas enluaradas
nem os dias de sol, o rouxinol
ou o girassol…
nem jardins, nem perfumes,
nem lágrimas e queixumes,
farão compassar meu coração.
Ele não tem siso, nem guiso,
é impreciso.
Faz rondas, sonda e avança ondas…
engenha caminhos da sedução.
E sendo seu próprio agente,
concludente
queima-se, constantemente,
nos braços da paixão.

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Vinícius_de_Moraes_Michèle

título poesia para Vinícius

Michèle Christine

Vou permanecer na minha intimidade também,

com o coração pulsando sem parar e o olhar molhado…

e vou calar-me nesta tarde de céu nublado

deixando as réstias do sol, somente elas,

aquecerem este momento bonança:

de um poeta que é só amor e lembrança,

saudade que vai-e-vem, acaba jamais,

encanto que é tanto

que o silêncio precisa imperar diante dos meus ais.

Vinícius de Moraes é imortal graça tanta

que me aquieto, sinto, vivo e me aconchego

na minha tarefa de admiração…

não sei se é amor, beleza, dor ou emoção.

Mas é sentimento que se agiganta, decanta…

com gotas de absinto

com perfume de jacinto.

Poetas, todos, são isso… simplesmente…

num estalar de dedos nos tiram o medo

e revelam nossos próprios segredos

de encontrar o paraíso

em todos os enredos.

23/10/2007

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Fundo Janelas das Minas Gerais

JANELAS DAS MINAS GERAIS

Michèle Christine

Pescada no Encontro das “JANELAS”

Nas minhas janelas…

movem-se aquarelas,

montanhas, modinhas, ladainhas,

reflexos roseirais.

Janelas das Minas Gerais.

Nas minha janelas…

o tempo faz jornada devagar.

Faz noite, faz aurora,

divaga na prosa ociosa.

E nas madrugadas amorosas,

se ancora, faz hora e se revigora.

Minas janelas ganham regalos:

de serestas, bandas, amigos e flores.

Vestem roupa nova na passagem dos andores

que trazem o Cristo da procissão das Dores.

Minas janelas contam histórias

de tropeiros, forasteiros, arruaceiros…

de épicas figuras, do ouro e dos segredos,

quando candeeiros acesos eram os luzeiros

que anunciavam alforria dos credos e dos medos.

Minhas janelas são belas.

São janelas das Minas Gerais.

São namoradeiras, festeiras, universais.

Sempre são mais belas quando abrem seus vitrais.

Acolhem poetas, mensageiros dos versos magistrais.

Janelas das Minas Gerais!

Tradição e passado,

obra-de-arte-corrente no presente.

Imortais!

Reeditada em junho/2009

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