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Archive for 19 de julho de 2009

Vou e Vai__Gui

VOU

Gui Oliva

VAI

Michèle Christine

Versejar,

pode ser mau

o verso, mas é meu

Voar vôo viageiro

de vida-viva,  veleiro,

pois que é valentia, valsa, valia.

É verdadeiro.

Vício

que corrói alma,

mas ela não esqueceu

É ventura!  Viveza de anjo,

vermelho-vinhedo,

varanda-de-renda ao vento ventoso.

Vontade

que apazigua, acalma

e me mantém

Vogar ditoso.

Viva

Versejo, verso,

ventura vespertina,

verde-oliva, várzea verdejante,

vesperal com viso de verão.

não me vejo

em apogeu,

só tento voar

É vocação!

Voejo

Valor de poeta,

minha veneração.

Volátil

vou versejar

vício vontade viva

voejo volátil

08/08/2008

15/07/2008

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O papel que volta

A  REVOLTA DO PAPEL

Sylvia Cohin

O PAPEL QUE VOLTA

Michèle Christine

Peço licença ao papel

e rabisco algumas linhas,

(uma daquelas cartinhas)

para o meu Papai Noel…

Há que pedir licença,

(que seja dita a verdade)

que o papel é só descrença

e lhe dói a nulidade…

Para Sylvia Cohin

presente da Michèle

Dezembro/2006

Constrangida e cautelosa

vou escrevendo e riscando

toda verve caudalosa

que o papel vai rejeitando…

Da lonjura do além-mar

“teu papel” entrou-me à casa

com rabiscos de desejos

e traçados de esperança.

“Feliz Natal e Ano Novo,

Dinheiro, paz e saúde,

Feliz enfim o meu povo

livre de toda inquietude…”

“Reina Amor na humanidade,

Acaba a Pobreza no Mundo,

O que se fala é verdade…

O Bem anda mais Fecundo…”

Dos rabiscos e traçados,

constrangimento e cautela,

nasce tua carta singela

ao Pai Noel que espera

sem cansaço e sem estorvo

acatar tua quimera.

Vejo o papel amarelo

a fitar-me com descrença…

como quem ri do anelo

querendo que o convença…

Em além-mar volta o velho,

brejeiro no seu vermelho

de boné, bota e bengala

e o teu  mundo desembala:

“Todo Homem é Irmão

e Reina a Paz sobre a Terra,

Já não se fala de Guerra

A Justiça ergueu a mão!”

muito papel confiante…

papel cor,  tons do amor…

papel branco, esperanto…

ousando te convencer

muito neles escrever

poemas, versos e canto.

Nas linhas da minha carta

noto um movimento brando

cada palavra se aparta,

outra palavra buscando…

E olhando estarrecida

a revolta do papel,

leio a carta assim nascida

para o meu Papai Noel:

Do teu pedido, um trato:

teu mundo novo é o retrato

do teu poetar, do teu canto.

Do teu canto… um recanto.

Do teu poetar… sacrossanto acalanto.

Teu Novo Mundo… sem pranto… só encanto!

“Pra poupar-te de cansaço

E não te causar estorvo,

Um só pedido eu te faço:

Traz pra mim um Mundo Novo?”

flor

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