Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \19\UTC 2009

ararinhas azuis1

ARARINHA AZUL

Mário Pires

Em tuas asas quero voar,

seguir caminhos bonitos,

ver o sol de perto,

ficar de

braços abertos,

ir de norte a sul.

Me leva

em suas asas

lindas penas,

e no ar…

só nós dois apenas,

minha doce

Ararinha Azul.

ararinha azul

Aves ameaçadas

Arara-azul-de-lear
Arara-azul-grande
Arara-azul-pequena
Ararinha-azul
Araracanga ou Arara-piranga
Arara-de-barriga-amarela
Arara-vermelha

Anúncios

Read Full Post »

chuva_na mão

CHUVA…

Alceu Sebastião Costa

Chuva!

Chuva abundante de um lado,
de outro a longa estiagem.

As mãos calejadas dos velhos,

trêmulas pela forte emoção,

lançam sementes na terra sedenta,

regada de esperança no viço da plantação.

Quando a chuva cai no sertão,

e, apesar  do solo desnutrido,

os brotos cobrem o chão,

o pobre povo sofrido

abre o peito e solta o grito,

cheio de felicidade no coração.

Nas taperas enfeitadas de flores,

as famílias dos moradores,

ainda que, apenas por algum tempo,

suprida a falta de alimento,

toca a sanfona em oração,

elevando ao Pai a sua gratidão.

Ah, meu Deus, permiti, a partir de agora,

que a chuva não vá mais embora!

Que seja constante a alegria

na terra, n’alma e no coração!
Por favor, Senhor,não deixeis mais a agonia
chegar perto do meu sertão!

SP

Julho/06

Alceu Sebastião Costa

Read Full Post »

==========================================

“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…”

Martin Niemöller, 1933 ,
símbolo da resistência aos nazistas.

=======================================

Parodiando o pastor protestante Martin Niemöller:

“Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,

Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;

Depois fecharam ruas, onde não moro;

Fecharam então o portão da favela, que não habito;

Em seguida arrastaram até a morte uma criança,
que não era meu filho…”

Claudio Humberto, 09 FEV 2007

=======================================

Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

É PRECISO AGIR

Bertold Brecht (1898-1956)

=======================================

Mas o primeiro deles, foi Maiakovisky – poeta russo “suicidado”  após a revolução de Lenin – que escreveu ainda no início  do século XX :

Um  passeio  com  Maiakovisky

Na primeira noite
eles se aproximam
e colhem uma flor
de nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
já não se escondem :
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua,  e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz
da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

========================================

Tudo que os outros disseram foi depois de ler Maiakovisky.  Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos  encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos  caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que  vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos  cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil.”

Campanha dos bons sentimentos_É preciso agira

Read Full Post »

Agonia

Agonia da Vida

Alberto Sena

Trago o recado da terra, deste pó ao qual retornaremos um dia.

Trago o pedido de socorro da vida.

Represento, neste momento, as florestas nativas do sertão que tombam. Viram carvão.

Tenho comigo o canto do passarinho que já nem mais tem onde fazer seu ninho.

Junto ao bulício do que ainda resta de florestas em Minas, o lamento do rio assoreado, quase morto de sede.

Tomo para mim as dores dos que já não suportam mais as cenas horroríficas de milhares de peixes mortos, boiando nas águas podres dos rios.

Sou esta entidade chamada meio ambiente.

De mim depende toda gente.

Embora aparentemente fora desta catedral chamada corpo humano, eu, meio ambiente, sou a sua própria sobrevivência.

Convenhamos: não há mais que ter paciência.

Ou preservamos o que ainda resta ao nosso redor ou vamos todos renunciar à vida.

(do Jornal “Estado de Minas” de 31.08.1988)

E o meio ambiente continua em agonia…

O meio ambiente precisa ser presevado…

Campanha dos bons sentimentos_É preciso agira

Read Full Post »

Back_veja__da_tabela___cópia

RÉPLICA INSPIRADORA

Alceu Sebastião Costa

Desperto pelo canto desolado

Do galo madrugador,

Na varanda acomodado,

Busco a sintonia com Deus Nosso Senhor.

Uma vez conectados,

Terra e céu em harmonia,

Cabeça e tronco inclinados,

Rezo em silêncio a Ave Maria.

Depois, devagar, elevo o olhar

Pela encosta verdejante.

Quando alcanço o último patamar,

Vejo o Cristo radiante.

Réplica do Corcovado,

Braços abertos em cruz,

O povo todo acordado

Sob as bênçãos de Jesus.

Por certo, poucos se dão conta

Da proteção do Redentor,

Porém, esta poesia, ora pronta,

Espelha, sem distinção,

Além de louvor e gratidão,

A relação de amor entre criatura e Criador.

Serra Negra, 04 de fevereiro de 2009.

Nota do Autor

Dedico ao povo de Serra Negra – SP,

cidade cenário de inspiração deste poema.

Foto: José Ernesto Ferraresso

Read Full Post »

back

CHUVA DE PAIXÃO

Caio Amaral

Saudade que morre no encanto de uma paixão

Desce como granizo em forma de carinho

É chuva de prata com raios de amor

Irrompe sob a beleza do arco-íris

Se eleva na beleza do sol em pleno verão

Resplandece em mares de uma doce ilusão

PLUIE DE PASSION

Caio Amaral

(Traduction para Michèle Christine)

Nostalgie qui meurt dans l’enchantement d’une passion

Tombe comme grêle dans une forme d’affection

C’est une pluie d’argent avec  rayons d’amour

Éclate sous la beauté de l’arc-en-ciel

S’élève dans la beauté du soleil en plein été

Et brille dans les mers d’une douce illusion

Read Full Post »

back poesia

Que belo é!

Caio Amaral

A aurora de um novo dia

O som do vento nas planícies

O renascer de uma esperança

Planar nas asas da paz interior

O encanto e a beleza do céu azul
A força da paixão e o poder do amor
A leveza de uma canção de Beethoven

O brilho da lua e a luz que irradia o sol

O silêncio de uma serena noite de verão
A calma da criança que dorme ao colo da mãe
O canto dos pássaros nas tardes de primavera
O suave embalo de uma onda na calma do mar
O tenro ato de flutuar em nuvens de carinho e amor
Ouvir a palavra: TE AMO!

Comment c’est beau !

Caio Amaral
(traduction par Michèle Christine)

L’aube d’un nouveau jour

Le bruit du vent dans les plaines

La renaissance d’un espoir
Glisser dans les ailes de la paix intérieure

La merveille d’un ciel bleu
La force d’une passion et le pouvoir de l’amour
La légère musique de Beethoven

La luminosité de la lune et la lumière qui rayonne le soleil
Le silence d’une rafraîchissante nuit d’été
La calme de l’enfant qui dort sur les bras de sa mère

Le chant des oiseaux aux après-midi du printemps
Le doux bercement d’une vague dans la mer

Le tendre acte de flotter dans les nuages de tendresse  et de l´amour
Écouter le mot :  JE T’AIME!

Read Full Post »

Older Posts »