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Archive for dezembro \27\UTC 2009

Post para presença

A presença

“Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as pedras do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave vento te acompanhe na terra ou no espaço, e por onde quer que a força invisível do amor leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a PRESENÇA secreta do inexplicável.
Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da PRESENÇA que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de PAZ e LUZ.”

”Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver.”

(Dalai Lama)

Faça bom o seu caminho
cRIE PASSOS FELIZES
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Fernando Peixoto – (24/2/2004 – 11:53:26-antevéspera do Natal de 2004 – 23:00:00)

De ti pouco mais sei do que o que li
E apenas pelo que outros me disseram
Mas nunca te escutei, sequer te vi
Nos livros que os antigos escreveram.

E de tudo o que retive e que aprendi
Recordo alguns prodígios que fizeste.
Mas depois, reflectindo, concluí:
Quem foste afinal, Tu? E o que disseste?

Nenhum dos escritores te conheceu,
Nenhum deles jamais te acompanhou.
Nem ao certo se sabe onde nasceu
O Jesus que até hoje a nós chegou.

Por isso é que aprendi a duvidar
E daquilo que li pouco me importa.
Duvidando aprendi a acreditar
Porque ter Fé, sem dúvida, é Fé morta.

Que fizeste, tu, Amigo? Francamente!
Como pudeste cair em tanta asneira?
Tu, que tiveste o mundo à tua frente
E o deixaste cair desta maneira?

Tu, que divino sempre te julgaste
E como filho de Deus te assumiste,
Tu, que a própria família abandonaste
E os míseros aos ricos preferiste,

Que surgiste, já homem, sem sabermos
Que fizeste na tua adolescência,
Que caminhos tomaste, sem te vermos,
Onde colheste tu tanta ciência?

Depois permaneceste errando, incerto,
Meditando em contínua oração,
Preparando, sozinho, no deserto
O caminho da tua pregação.

Partiste rumo ao mar para pescar
Com redes de palavras pescadores
Acolheste-os a todos, sem cuidar
Em separar os bons dos pecadores.

Quem eras Tu, que assim se aventurava
Em abalar um mundo instituído?
Quem eras tu, Jesus, que assim falava
De um Novo Deus de amor, desconhecido?

Quem eras tu, surgido de repente
Um pobre, natural de Nazaret,
Acompanhado assim, por tanta gente,
Pregando às multidões a nova Fé?

Que o Velho Testamento transformaste
Num novo Deus, sem fúria nem vingança,
Um novo Deus de Amor, que proclamaste,
Num Novo Testamento de esperança,

Tu, que amaste as crianças com ternura,
Como eternos símbolos de pureza,
Que trilhaste os caminhos da ventura
E foste dos humanos frágil presa,

Que a fome por milagre mitigaste
Em pão que se espalhou com abundância,
Que mesmo aos inimigos abraçaste
Com idêntico amor e tolerância,

Que à mulher conferiste a dignidade
Tornando-a tua amiga e tua irmã,
Pois do seu ventre emerge a humanidade
Que faz de cada parto uma manhã,

Que morreste sozinho, abandonado
Pelo povo que foi o teu algoz,
Exangue e por espinhos cravejado
Suportando na cruz a dor atroz

Questionaste o Pai sobre a razão
De ter-te abandonado nesse instante.
E qual foi a resposta? Um trovão,
Apenas um trovão no céu distante.

Disseram que depois ressuscitaste!
Embora já de forma não terrena,
E que aos olhos daquela a quem amaste
Te mostraste primeiro: Madalena.

Mas não creio que tal seja verdade.
E tudo não passou duma visão
Daquela, para quem a realidade
Eras Tu, inda vivo: uma ilusão.

Eras tu, Jesus, o Deus que amava,
Eras tu, Jesus, a flor eterna,
A pétala da flor que não murchava
No amoroso jardim de Madalena.

E por isso te via a todo o instante
E nunca se sentia em solidão
Porque tinha guardado o seu amante
No cofre mais secreto da paixão.

Para mim nunca foste a divindade,
Aquela que não passa dum conceito,
Foste um Homem apenas, na verdade,
Foste um Homem, apenas, mas PERFEITO.

E se hoje creio em ti desta maneira
Acredita: não é por má vontade.
É por não ver a Humanidade inteira
Seguir o teu exemplo de bondade.

Morreste torturado numa cruz
Às mãos dos que querias libertar.
Mas p’ra mim tu és sempre esse Jesus
Que eu tanto gostaria de imitar!

Mas tão débil eu sou que não consigo
Ultrapassar os vícios que consomem
O difícil caminho que prossigo
À procura de ti, p’ra ser um Homem.

Por isso sinto a dor tão pertinaz
De tão perto estar de ti e tão distante,
sentir-me cada vez mais incapaz
de ser igual a ti, ou semelhante.

A minha cruz é de outra natureza
E nada tem em si de misticismo:
É a pesada cruz desta fraqueza
De não poder vencer o meu egoísmo.

E só pensando em ti me tornarei
Capaz de resistir e ser mais forte
Vencendo este percurso que encetei
No dia em que nasci até à morte.

Porque a Vida, Jesus, é mesmo assim,
Um rumo que se traça e se percorre,
Que tem sempre um começo e tem um fim:
Se tudo nasce e vive, tudo morre.

E se de nada mais tenho a certeza,
Pretendo ter ao menos a ambição
De estar conforme a minha natureza
Desta frágil e humana condição.

Do Bem e da Pureza soberano
Foste o fruto de humana concepção.
Eu apenas serei um ser humano
Incapaz de atingir a perfeição.

Se como tu não passo de um mortal
E assumo por inteiro este conceito,
Eu não sou como tu, sou desigual,
Não sou como tu foste: um ser perfeito.

E por isso te quero e te encareço
E por isso te recordo e me ajoelho
Em tributo fraterno. E reconheço
Nos teus humanos actos o Evangelho.

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Senhor,

“Nós te esperamos novamente!
Povoa de esperança o espaço
que restou dentro de nós…

Ajuda-nos a repartir sorrisos
que vingaram neste
espaço de barro que somos nós e onde
um dia semeastes a FÉ.

Repete este milagre de, embora divino,
caberes por inteiro no nosso coração humano…

Volta para nós
desta maneira simples de chegar…
Ajuda-nos a crer que ainda é tempo de sonhar com a PAZ…

Volta para nós,
desta maneira simples de chegar…
E que te possamos descobrir em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.”

(Acácio Santana)

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