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Archive for dezembro \28\UTC 2010

Recebi o cartão abaixo (foto e mensagem) de uma família amiga: Sophia, Fernanda e Maurilo.

Resolvi partilhá-lo com todos os amigos, familiares e leitores do Bouquet de Cravos & Conchavos

fazendo meus, os votos da família Maurilo Andreas*

Cartão 2011_para blog

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10 coisas que eu NÃO desejo para você em 2011

Maurilo Andreas*

1) Gente que entra no elevador sem esperar quem vai sair.

2) Chorar sem ter um ombro do lado.

3) Qualquer tipo de contato com a BHTrans.

4) O fim de algum amor.

5) O começo de alguma dor.

6) Marasmo / conformismo / rotina.

7) Comida sem gosto.

8)Trabalho sem prazer.

9) Coisas intermináveis (que é um negócio muito diferente de “coisas infinitas”, que fique claro).

10) Privar-se de dizer o que precisa ser dito (bom ou ruim) e de ouvir o que precisa ser ouvido (idem).

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foto

*Maurilo Andreas é casado com Fernanda, pai de Sophia, publicitário, escreve no blog http://pastelzinho.blogspot.com e é autor dos livros infantis Estranhas Histórias, Rimarinhas e Todas as Estrelas do Mundo.

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Post Feliz Natal de Gui Oliva 

( Pintura de Fulvio Pennacchi – 1905-1992 –Natividade/1947-adaptada à formatação)

O NATAL QUE DESEJO

Gui Oliva

Desejo MENINO DEUS

neste Natal, aos queridos meus

e a todos os (as) amigos (as)

que tenham voltados para Ti

todos os sentidos seus:

Os olhares atentos à Manjedoura

onde assim Nascido

Vieste a nós com humildade

para nos ensinar a repartir

como irmãos…fraternidade.

Que sintam todos os aromas

e os  perfumes  das presenças

amigas e queridas,

aceitando as ausências,

em verdade,

pela  crença em Ti… e à Tua Vontade.

Que usufruam o calor do tato

oferecendo  todos os apertos

de mãos, os beijos e abraços

que expressem  com real sinceridade

o Teu Amor e a Tua  Amizade.

Que degustem com prazer

o sabor de Tuas Palavras

transmitindo o sal de Tua Lavra,

o óleo ungido por Tua Benção

Deus Criança,

para manter -lhes em cada coração

toda a Tua  Esperança.

Por fim que ouçam com atenção

dos Teus Sons a melodia,

que acertem o passo por um país,

por um mundo, de justiça e harmonia

nesse Teu Compasso

e, que cada um seja capaz

de, seguindo Teu Exemplo,

a cada dia construir a paz!

Santo Natal de 2010!

www.vidaemcaminho.com.br

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Post Ajahn Brahm

Querer demais

(A razão para incluir esse poema, com a gentil permissão de seu autor no livro “Antes que o dia acabe seja feliz”, de Ajahn Brahm¹, é o fato de que ele foi escrito quando Jonathan tinha apenas 9 anos!)

Jonathan Wilson-Fuller²

Querer uma vida sem dor é querer demais.  

É errado querer uma vida sem dor,

Pois a dor é a defesa do nosso corpo.

Ainda que não gostemos dela,

E ninguém gosta da dor,

A dor é importante

E devemos ser gratos à dor!

De que outra maneira saberíamos  

Que devemos afastar a mão do fogo?

Nosso dedo da lâmina?

Nosso pé do espinho?

Então, a dor é importante

E a ela devemos ser gratos!

Ainda assim  

Há um tipo de dor que não serve a nenhum propósito,

Há a dor crônica

Que é o tipo de dor mais poderoso e que não serve como defesa.

É, na verdade, um ataque,

Um ofensor que está dentro de nós

Um destruidor de nossa felicidade

Um agressor terrível para nossas habilidades

Um invasor impiedoso de nossa paz pessoal

E uma contínua ameaça à vida!

A dor crônica é o mais difícil obstáculo que a mente deve ultrapassar 

E algumas vezes é impossível ultrapassá-.

Ainda assim, temos que tentar.

E tentar.

E tentar.

Porque, se não tentarmos, ela nos destruirá.

E 

Dessa batalha virá algo de bom

A satisfação da dor ultrapassada

A conquista da felicidade e da paz, da vida apesar da dor.

Essa é uma grande conquista

Uma conquista muito especial, muito pessoal,

Um sentimento de força

De força interior

Que precisa ser sentido para ser compreendido.

Então, devemos aceitar a dor

Mesmo que ela seja, às vezes, destruidora.

Porque ela faz parte da ordem das coisas

E a mente pode lidar com ela

E a mente se fortalecerá com a prática.

ajahn-brahm
¹Ajahn Brahm 

Ajahn Brahmavamso Mahathera (mais conhecido por Ajahn Brahm) nasceu em Londres em 7 de agosto de 1951. Decidiu tornar-se budista aos 16 anos, depois de ler livros budistas quando ainda estava no colégio. Obteve uma bolsa de estudos para a Universidade de Cambridge onde estudou Física e depois de formado e de lecionar num colégio em Devon resolveu ir para a Tailândia ser monge.

Foi ordenado em Bangcoc aos 23 anos pelo abade de Wat Saket (Tan Chao Khun Prom Gunaphorn). A partir daí, passou nove anos estudando e treinando na floresta a tradição da meditação sob a orientação de Ajahn Chah.

Em 1983 foi convidado a fazer parte de um monastério em uma floresta próxima de Perth, na Austrália Ocidental.

Ajaan Brahm é na atualidade o Abade desse monastério. Ele também é o Diretor Espiritual da Buddhist Society of W.A (Dhammaloka Buddhist Centre), Conselheiro Espiritual da Buddhist Society of Victoria e Diretor Espiritual do Cittabhavana Buddhist Hermitage em Bundanoon, N.S.W, e por fim ele é também o Patrono Espiritual da Buddhist Fellowship’s. Estabeleceu um monastério para monjas, (Dhammasara Nun’s Monastery), que na atualidade está sob a liderança da Ven. Ajaan Vayama.

Ajaan Brahm visita com regularidade as prisões no Oeste da Austrália para ensinar Budismo e meditação. Viajando com frequência, Ajaan Brahm dirige retiros de meditação tanto na Austrália como em outros países da Ásia.

Em busca da iluminação, ele esteve em retiro isolado por 6 meses. Durante esse período ele não esteve em contato com nenhuma pessoa.

Ele é o autor de Mindfulness, Bliss, and Beyond: A Meditator’s Handbook e Who Ordered this Truckload of Dung.

Ajaan Brahm emprega uma singular combinação de erudição, meditação e um senso de humor travesso para comunicar os ensinamentos Budistas para uma ampla e variada audiência.

Honathan em sua janela
²Sobre o Jonathan Wilson Fuller

Nasceu em 18 de julho de 1979 em Sydney, Nova Gales do Sul.

Jonathan Wilson-Fuller leva uma vida bastante incomum. Ele é muito bem dotado intelectualmente e, ao mesmo tempo, sofre de uma ampla deficiência física, incluindo uma intolerância grave a baixos níveis de ingestão e inalação de produtos químicos – um nível de intolerância raramente encontrada em qualquer lugar do mundo.

Jonathan está confinado a duas salas de atmosfera controlada na casa da família e, apesar de viver na dor constante com problemas físicos que o deixam imóvel na maioria das vezes, tem otimismo e amor pela vida.

Embora ele tenha sido incapaz de se aventurar fora da casa desde Janeiro de 1990 (quando tinha 10 anos), sua mente está livre para passear e sua imaginação livre para vagar. Ele é um poeta e escritor publicado e, na idade de 14 anos iniciou os estudos universitários por correspondência matemática, ciências e filosofia.

Ele gosta de conversar e partilhar com as pessoas e, embora sua situação coloque limitações práticas na interação pessoal , ele não foi intimidado por esse problema. Se reúne regularmente com as pessoas através de sua janela. Muitas pessoas de todas as esferas da vida e de todas as idades têm compartilhado conversa com Jonathan pela janela.

Dr. David Suzuki, o renomado ambientalista mundial, refere-se a Jonathan como “meu herói“, e Lord Yehudi Menuhin, o violinista distinguido, chama-lhe “a consciência da humanidade“. Mike Whitney, após sua recente visita, disse, “a reunião com Jonathan mudou a minha a vida. Sua coragem e força interior me tocou de uma maneira que poucas outras pessoas que já fiz.”

Jonathan capturou os corações e mentes de incontáveis pessoas, com sua enorme coragem, indefectível humor e espírito indomável.

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Post da paz__Rinpoche

O Poder da Paz

Chagdud Tulku Rinpoche

É meu desejo que o poder espiritual da paz toque as mentes de todas as pessoas na terra, irradiando da profunda paz de nossas próprias mentes, vencendo as barreiras políticas e religiosas, vencendo as barreiras do ego e da rigidez conceitual. A nossa primeira tarefa como pacifistas é limpar nossas mentes dos conflitos mentais causados pela ignorância, raiva, apego, inveja e orgulho. Os mestres espirituais podem nos guiar na purificação destes venenos e, através desta purificação, podemos aprender a essência da arte de promover a paz.

A paz interior que procuramos deveria ser tão absolutamente pura, tão estável, de modo que seja impossível de ser transformada em raiva por aqueles que vivem e lucram com a guerra, ou transformada em apego e medo ao se confrontar com o desprezo, o ódio e a morte. É necessária uma paciência infinita para se conquistar qualquer aspecto da paz mundial e a fonte desta paciência é o espaço de paz interior de onde você pode reconhecer, com perfeita clareza, que a guerra e o sofrimento são os reflexos externos dos venenos internos da mente.

Se você realmente entende que a verdadeira diferença entre os que fazem a paz e os que fazem a guerra é que aqueles que buscam a paz têm disciplina e controle sobre a raiva, o apego e a inveja egoístas, enquanto que os que fazem a guerra, em sua ignorância, manifestam os resultados destes venenos no mundo – se você verdadeiramente entende isso, você nunca se permitirá ser vencido por fatores externos ou internos.

Os budistas tibetanos usam o pavão como um símbolo do bodhisattva, o Guerreiro Desperto que trabalha pela iluminação de todos os seres sencientes. Diz-se que o pavão se alimenta de plantas venenosas e as transmuta nas cores brilhantes de suas penas. O pavão não se envenena, assim como nós, que desejamos a paz, não nos envenenamos.

Ao encontrar os poderosos do mundo, sentados sobre suas máquinas de guerra, considere-os com estrita equanimidade. Argumente tão bem quanto você for capaz, mas esteja constantemente alerta para o estado de sua mente. Se começar a sentir raiva, recue. Se puder continuar sem raiva, talvez penetre no delírio terrível que causa a guerra e todos os seus sofrimentos infernais. Do claro espaço de sua paz interior, a compaixão deve se expandir para incluir todos os envolvidos na guerra – os soldados, apanhados pelo karma cruel de matar, que sacrificam seu renascimento precioso; os generais e políticos que querem trazer benefícios, mas causam destruição e morte; os civis, que são feridos, mortos e se tornam refugiados. A verdadeira compaixão é absolutamente neutra e abarca todos os tipos de sofrimento, sem se prender a certo ou errado, apego ou aversão.

O trabalho pela paz é, por si só, um caminho espiritual, um meio de desenvolver as qualidades perfeitas da mente e testar essas qualidades nos momentos de urgente necessidade, sofrimento extremo e morte. Não tenha medo de dedicar seu tempo, energia e riqueza.

(Chagdud Tulku Rinpoche. The Power of Peace. In: Ordinary Magic: Everyday life as Spiritual Path.

Editado por John Welwood. Shambhala, 1992. Pág. 291-292.)

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Chagdud Tulku Rinpoche (1930-2002) pertencia à última geração de mestres que herdaram os tesouros dos ensinamentos e métodos Vajrayana. Filho de Dawa Drolma, uma das mais célebres mulheres lamas deste século, abade do secular monastério de Chagdud Gonpa no Tibet, Rinpoche viveu os primeiros vinte anos de exílio, depois da invasão chinesa de 1959, na Índia e no Nepal. Lá serviu à comunidade tibetana como lama, médico e promotor das artes.

Em 1979, chegou aos Estados Unidos. Quatro anos depois, Rinpoche criou a Chagdud Gonpa Foundation, hoje com centros também no Canadá, Suíça e Brasil, onde residia em Três Coroas (RS).

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