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Archive for fevereiro \26\UTC 2011

Post Nelson_renovação

Remova os Obstáculos Para a

Prosperidade Fluir!

Nelson Matheus Silva*

Respire fundo! Se suas narinas estiverem obstruídas, como o ar poderá passar?

A vida em suas infinitas formas nos presenteia dia após dia com a sua leveza magistral, com o transcorrer dos acontecimentos naturais, inevitáveis, descartando e reciclando o que não é mais útil, fazendo chover onde é necessário, fazendo sol arder mais nas terras que mais suportam a sua temperatura, mantendo sempre uma harmonia perfeita, muitas vezes longe do entendimento humano.

Se formos observar o ser humano também, podemos observar exatamente a mesma coisa. A organização das células, as batidas do coração, o funcionamento dos sistemas… Só uma Força maior, sem limites e sem nome poderia conceber tal coisa e uma sincronicidade de eventos internos e externos aparentemente inexplicáveis.

A prosperidade na vida vai muito além da financeira. A prosperidade comporta uma saúde plena, amor incondicional, experiências sem fim, tolerância inabalável, vida longa e muito mais. Sinto que isso estremece alguns que leem estas linhas, contudo, é essa a condição natural e original do ser humano.

Como saber se sua prosperidade não vai bem? Analise se alguns desses pontos está comprometido!

Na cultura indiana, Sri Ganesh é a Divindade responsável por remover os obstáculos de nossas vidas. Ele é ainda invocado para trabalhar as imperfeições do caráter humano, pois os orientais compreendem que a prosperidade, em qualquer de suas manifestações, é um resultado de um trabalho interno árduo.

Entendamos que prosperidade não é acúmulo, é fluxo. Tudo que para em nossa mão não é prosperidade. Porque a prosperidade é movimento puro, ela passa de um para outro e se para com você faltará para alguém e assim por diante.

Comece por esvaziar seu “Porão Interno”. Liberte-se de suas mágoas e você conseguirá amar cada vez mais, perdoar sem limites e terá mais motivos para ser cada vez mais saudável. Esqueça o passado e seu fígado adorará isso! Lembre-se que para a Medicina Oriental o fígado é o filtro das emoções e saiba sempre: se suas emoções vão bem… suas finanças e o resto vão bem! Desprenda-se ainda do controle! Esse, junto ao medo [de qualquer coisa], é o pior veneno contra a prosperidade!

Tudo isso representa obstáculos para você ser pleno! Observe que é uma vida que está em jogo! É o seu direito de ser totalmente realizado nesta vida que está em evidência! Permita-se usufruir tudo que a vida tem para lhe oferecer sem culpa!

Removam os obstáculos e sejam felizes. Porque felicidade não é um lugar onde se busca algo. É simplesmente limpar as gavetas das coisas velhas e ver que elas são perfeitas como são. Então, a mágica se manifestará. Permita-se.

Ganesha Sharanam Sharanam Ganesha!

*Nelson Matheus Silva é Terapeuta e teve seu primeiro contato com as Terapias energeticas através do REIKI há mais de 10 anos,  quando se submeteu a um tratamento.  A partir daí não parou mais de se desenvolver nos vários dos temas relacionados, tornado-se Mestre Reiki aos 17 anos.
Nesse tempo, paralelamente, formou-se em outros Sistemas e Técnicas. Conheceu os Mestres do Oriente e a Grande Fraternidade Branca, uma Hierarquia Divina responsável por manter a Ordem no Planeta. Hoje se dedica junto aos Trabalhadores da Luz como um Canal a servir ao Bem Maior levando Felicidade e Amor à todos quanto for possível.
Durante muitos anos trabalhou, estudando e praticando bioenergética, em vários Centros de Terapia Holística, recebendo treinamento de professores de vários lugares do mundo, incluindo Brasília, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Estados Unidos, Austrália, China e outros.
Sua linha de trabalho basea-se no fato de que o ser humano é constituído de corpo, mente, emoção e espírito. “O homem é holístico por natureza. Não pode e nem deve ser dividido em partes.”

Trabalha em seu consultório particular integrando e potencializando o trabalho com as Terapias Energéticas, unificando sistemas e técnicas aumentando a eficácia dos tratamentos. Realiza cursos e palestras constantemente voltados para temas que envolvem Terapias Energéticas e Desenvolvimento Humano.
É o proprietário da Clínica de Terapias e Práticas Integrativas – Luz Azul. Não tem sócios nem representantes.
Atualmente, continua a construção de seus conhecimentos, fazendo cursos e participando de formações que complementam sua visão holística de homem e de mundo.

HABILITAÇÃO

O Mestre-Terapeuta Nelson Matheus Silva é credenciado por órgãos de classe regulamentados no Brasil e no Mundo. São eles: Associação dos Mestres e Terapeutas Reiki dos Distrito Federal, Associação dos Terapeutas Florais do Distrito Federal, The Internacional Center for Reiki Training (Michigan, EUA), Magnified Healing®-INC (Flórida, EUA) e SKHM Fundation (Nova Zelândia, EUA).

Masaharu Taniguchi
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Post Lya Luft

Subir pelo lado que desce

Lya Luft*

Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce.

Ouvindo esta frase, imaginei qualquer pessoa nessa acrobacia que as crianças fazem ou tentam fazer: escalar aqueles degraus que nos puxam inexoravelmente para baixo. Perigo, loucura, inocência, ou uma boa metáfora do que fazemos diariamente?

Poucas vezes me deram um símbolo tão adequado para a vida, sobretudo naqueles períodos difíceis em que até pensar em sair da cama dá vontade de desistir. Tudo o que quereríamos era taparmos a cabeça e dormirmos, sem pensarmos em nada, fingindo que não estamos nem aí…

Porque Tanatos, isto é, a voz do poço e da morte, nos convoca a cada minuto para que, enfim, nos entreguemos e acomodemos. Só que acomodar-se é abrir a porta a tudo aquilo que nos faz cúmplices do negativo. Descansaremos, sim, mas tornando-nos filhos do tédio e amantes da pusilanimidade, personagens do teatro daqueles que constantemente desperdiçam os seus próprios talentos e dificultam a vida dos outros.

E o desperdício da nossa vida, talentos e oportunidades é o único débito que no final não se poderá saldar: estaremos no arquivo morto.

Não que não tenhamos vontade ou motivos para desistir: corrupção, violência, drogas, doença, problemas no emprego, dramas na família, buracos na alma, solidão no casamento a que também nos acomodamos… tudo isso nos sufoca. Sobretudo, se pertencermos ao grupo cujo lema é: Pensar, nem pensar… e a vida que se lixe.

A escada rolante chama-nos para o fundo: não dou mais um passo, não luto, não me sacrifico mais. Para quê mudar, se a maior parte das pessoas nem pensa nisso e vive da mesma maneira, e da mesma maneira vai morrer?

Não vive (nem morrerá) da mesma maneira. Porque só nessa batalha consigo mesmo, percebendo engodos e superando barreiras, podemos também saborear a vida. Que até nos surpreende quando não se esperava, oferecendo-nos novos caminhos e novos desafios.

Mesmo que pareça quase uma condenação, a ideia de que viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce é que nos permite sentir que afinal não somos assim tão insignificantes e tão incapazes.

Então, vamos à escada rolante: aqui e ali até conseguirmos saltar degraus de dois em dois, como quando éramos crianças e muito mais livres, mais ousados e mais interessantes.

E porque não? Na pior das hipóteses, caímos, magoamo-nos por dentro e por fora, e podemos ainda uma vez… recomeçar.

*Lya Luft (Santa Cruz do Sul, 15 de setembro de 1938) é uma romancista, poetisa e tradutora brasileira. É também professora universitária e colunista da revista semanal Veja. Estudou em Porto Alegre (RS), onde se formou em pedagogia e letras anglo germânicas. Iniciou sua vida literária nos anos 60, como tradutora de literaturas em alemão e inglês. Lya Luft já traduziu para o português mais de cem livros.

“A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada”.

“Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.”

“Meu coração se transforma a cada experiência. Mas ainda palpita, sobressalta e se assusta. Ainda é vulnerável como quando eu tinha dez anos.”

“Apesar de todos os medos, escolho a ousadia. Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.Eu, (……….), sou assim.
Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha, e traça o contorno que ela mesma há de romper. A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.Desculpem, mas preciso lhes dizer: EU quero o delírio.”

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Post o tamanho da esperança

O tamanho da esperança

© Letícia Thompson

A esperança tem o tamanho da semente que plantamos no nosso coração.

O que nos faz desistir com frequência de um caminho é a visão longínqua demais do que deve ser percorrido. Só de olhar, já desistimos.

Por essa razão não tomamos atitudes, não recomeçamos um estudo, não ousamos algo novo, não nos construímos e nem damos exemplos aos nossos.

Não descobrimos lugares novos, não vamos visitar pessoas, não fazemos planos (ou fazemos e deixamos pela metade) e não concretizamos muitas coisas que seriam possíveis e proveitosas.

Nos cansamos antes do cansaço chegar.

É assim com muitas coisas do dia-a-dia: a esperança abandona seu lugar tão facilmente ao desânimo que no fim das contas não fazemos nada. E um dia olhamos pra trás e nos dizemos que se tivéssemos começado, já teríamos terminado.

Talvez, quem sabe, a terra do nosso coração esteja seca demais para fazer brotar a semente da esperança. Ou julgamos que essa semente é pequena demais para produzir algo grande.

Que ingenuidade da nossa parte!!! O tamanho de uma semente nada tem a ver com o tamanho da planta! Mas a fertilidade da terra, sim.

Os corações devem ser terras menos áridas, menos amargas, mais dóceis e mais receptivas e tudo aquilo que for plantado neles crescerá e prosperará.

O caminho a ser percorrido não deve ser medido com os olhos da desesperança.

Deus não vê o seu tamanho pela sua  estatura, mas pelo potencial que Ele só conhece do seu íntimo.

Ele joga sementes de grandes esperanças na terra do seu coração, mas você deve arar a terra, prepará-la e tomar a sua parte de responsabilidade. Os frutos, creia, serão seus!

O horizonte é maravilhoso demais e ele nos faz sonhar. Mas olhe para seus pés e veja onde deve começar, conte seus passos dando o melhor de si mesmo e daqui a algum tempo você vai poder olhar para trás e rir de satisfação.

Porque o tempo passa se você fica parado ou se você caminha. O que você realiza ou não depende de você ter começado ou não.

Ouse acreditar! Ouse dar passos! Ouse ousar!

Nós mesmos nascemos de pequenas sementes. Nascemos da esperança de Deus, que crê em nós e insiste. Ele sabe que somos todos capazes de chegar a algum lugar.

Cutiva a esperança

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Post _ espontaneidade_Rubia

Onde Foi Que Perdemos Nossa Espontaneidade

Rubia A. Dantés

Recentemente me encantei com a forma que uma criança, de mais ou menos seis meses, expressou-se ao ver uma pessoa que gostava…
Mostrou alegria e contentamento com tanta espontaneidade que era visível o entusiasmo que estava sentido por ver aquela pessoa e fazia tudo para demonstrar isso na forma que podia mexendo os bracinhos, sorrindo e dentro da sua linguagem, fazendo os sons que mostravam claramente sua alegria…

Pensei em quantos de nós, depois de adultos ainda se manifesta espontaneamente sempre que a presença de alguém ou de alguma coisa lhe toca sinceramente o coração…

Somos sujeitos a tantas regras de comportamento, tantas memórias de dor por termos exposto nosso sentimentos com verdade que quase sempre essa manifestação espontânea de apreço, de admiração, passa primeiro pelos muitos filtros e, no final, o que sobra pode ser só um cumprimento polido…

Todos querem nos colocar regras para que possamos nos inserir dentro da sociedade, dos grupos, das religiões e, com isso, não cabemos mais em nós mesmos. Vamos nos encolhendo daqui… acrescentando ali… para nos adaptarmos às muitas exigências que fazem para nos incluir nisso ou naquilo…

Parece que temos que aprender como nos comportar para sermos aceitos como membros dos muitos grupos que andam por aí, só que esse padrão leva em conta regras estabelecidas por outros e podem podar a espontaneidade e a nossa expressão mais genuína.

Sempre julgamos o outro a partir do nosso limitadíssimo ponto de vista, cujo exemplo somos nós mesmos. Se alguém faz coisas que fogem ao nosso altíssimo padrão de exigência de como as pessoas devem ser, já excluímos ou taxamos de inadequado.

Porque não observar o outro assim como observamos uma criança e, mesmo que sua ação fuja aos nossos padrões de normalidade, tentar ver a beleza que existe nas diferenças…

Quanto mais aceitamos o outro, mais aceitamos a nós mesmos porque o outro sempre está, também, dentro de nós.

Que limites estamos julgando estar sendo ultrapassados?
Quem colocou esses limites leva em conta o controle ou a fidelidade à alma?
Vamos seguindo cegamente tantas coisas sem nem questionar o que estamos seguindo e quem criou essas regras.

Elas são mesmo o que nos toca o coração, ou estamos sendo seguidores cegos de pessoas e ideias que não levam em conta a espontaneidade de cada um? O expressar-se com a alma?

Voltando à criança, como seria bom se ao invés de ensinar à elas o que é feio e o que é bonito, de acordo com as muitas regras duvidosas que aprendemos, tivéssemos o cuidado de não podar o que elas têm de mais puro, tivéssemos o cuidado de não colocar artificialidade e imitação no lugar da espontaneidade e da alegria natural de quem se expressa com a inocência, de quem ainda se lembra das estrelas…

A espontaneidade é a capacidade de se fazer seja o que for só porque nos sentimos com disposição para, em determinado momento, confiarmos nos nossos instintos, deixarmo-nos surpreender e arrancar dos grilhões da rotina bem organizada um pouco de prazer inesperado.

Richard Ianneli

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