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Archive for setembro \28\-03:00 2011

Post Luiz Maia_Dona do meu destino

Dona do meu destino…

Luiz Maia

Conversa de Fim de Semana [12/08/2011]

São as palavras a dona do meu destino. Quando sinto meu coração partido ou noto a minha alma leve pela alegria que pulsa em minhas veias, eu tomo pela mão a felicidade e falo ao mundo deste sentimento que me invade. Há dias em que eu penso que o mundo, de tão pequeno, cabe na palma de minha mão. Por isso eu me sinto à vontade para falar de minhas experiências de vida, do meu prazer em estar vivo, sentimentos que valorizo e que muito me satisfazem.

Escrever sobre essas coisas que me fazem bem, sobre a vida que amo, sobre a realidade em que vivo. Sempre valorizei a vida, seus aspectos rotineiros e suas sutis nuances. Mesmo que tudo à nossa volta esteja contaminado pela descrença e sem aparentes perspectivas, é a vida que nos conduzirá sempre por intermináveis caminhos. Deixe que as palavras guiem seu destino. Encontre na vida razões para falar de amor, sentimento que precisa ser correspondido. Deixe-se ser levada pelo acaso. Sinta a vida fluir, deixe a gratidão invadir sua alma.

Todo cidadão deveria ter uma vida plena, mas sabemos que nem sempre isso é possível. No entanto vale tentar. Não me refiro a utopia de um viver em permanente equilíbrio, muito menos de uma vida cheia de intermináveis certezas, mas de um caminhar sereno buscando encontrar-se. Por ser a vida cheia de altos e baixos, imagino a humanidade com muita fé para superar obstáculos. Por isso que muitos lutam, por isso que todos acalentam a expectativa de um amanhã feliz. Eu sempre me vi assim, cheio de esperança, com sonhos na cabeça a proclamar a necessidade que temos de amar e de realizar desejos. São coisas que não se explicam, são experiências vividas só capazes de serem compreendidas, com maior exatidão, quando experimentamos o prazer de descobrir a vida.

“Sem que a consciência dos jovens se desenvolva, não temos nenhuma possibilidade de futuro.”

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Luiz Maia
www.luizmaia.blog.br
É Autor dos livros “Veredas de uma vida”, “Sem limites para amar”, “Cânticos”, “À flor da pele” e “Tamarineira – Natureza e Cidadania. Pernambucano do Recife, nasceu em 20 de agosto de 1947.

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Post_permita_se imperfeita

Permita-se IMPERFEITA…

Texto de Martha Medeiros

 

 

‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de s er indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

 

(Revista do Jornal O Globo)

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Post_Ideias Esparsas_PierreSchümann

Desate seus nós

Por Pierre Schürmann

[Ideias Esparsas ]

 

Desde o dia que nascemos, somos apresentados com novas escolhas, que são determinantes em definir quem somos e onde estamos.

Como consequência de nossos valores, crenças e lugar no mundo, criamos relações com outras pessoas, empresas e até produtos. Com o tempo, como muita coisa na vida, essas relações passam a nos influenciar e algumas até nos inspiram a grandeza.

Porém, invariavelmente, outras podem ser altamente nocivas a sua felicidade. Sem notar, mudam nossa forma de pensar, e quando nos damos conta nos encontramos em situações ou relações indesejadas.

Não sei se isso já aconteceu com você, mas já estive nessa situação algumas vezes.

Como tudo isso acontece de forma inconsciente, é difícil definir formas que nos deem imunidade.

Por isso, sugiro algo mais simples: desate seus nós.

De tempo em tempo, revise suas relações. E não estou falando puramente no sentido social. Tem gente, por exemplo, que durante o último ano criou um nó tão grande com as redes sociais que “não consegue” viver sem elas. Outras que, com o passar do tempo, ficaram tão acomodadas no seu trabalho que perderam grandes oportunidades profissionais. Não importa qual a área de sua vida, se está com um nó indesejado, desate-o.

Isso implica em abandonar esta relação? Não.

Acredito que, se em algum momento você acreditava que foi importante para você, deve manter algum vínculo.

Mas como manter uma relação de uma forma mais leve? Que lhe permita escolher quando e como se liberar de vez?

Desate seus nós e, no seu lugar, ponha um laço.

Luciano Luppi_possibilidade de sonhar

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Post Leila Ferreira_Felicidade

A felicidade é a soma das pequenas felicidades

Leila  Ferreira*

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar.

Eu já suspeitava que a felicidade  com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo.

Mas ali, vendo aquele outdoor  estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida),tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os  filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar,   um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir.

São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte  e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

‘Eu contabilizo tudo de bom que me aparece’, sou adepta da felicidade homeopática.

‘Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar  (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas  e na primeira pessoa do plural:  ‘Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado,  dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos.

Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: ‘Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade.

Olho a paisagem, canto, sinto um  bem-estar indescritível’.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou  com quem ela estava conversando: -‘Comigo mesma’, respondeu.’Adoro conversar com pessoas inteligentes’.

Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres  mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos.

E faz parte da minha ‘dieta de felicidade’ o uso moderadíssimo da  palavra ‘quando’.  Aquela história de ‘quando eu ganhar na Mega Sena’,  ‘quando eu me  casar’, ‘quando tiver filhos’, ‘quando meus filhos crescerem’, ‘quando  eu tiver um emprego fabuloso’ ou ‘quando encontrar um homem que me  mereça’, tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer  da felicidade de hoje.

Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido?

Mesmo porque quase sempre os súditos são mais  interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla  Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos.

E quem for ruim de contas recorra à calculadora  para ir somando as pequenas felicidades.  Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática  muito modesta para os nossos
tempos.

Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes  por dia do que viver   eternamente em compasso de espera.

*Leila Ferreira: jornalista

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