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Archive for dezembro \29\UTC 2012

POST_A CADA NASCER DO SOL

A cada nascer do sol

Delasnieve Daspet*

A cada nascer do sol

Espero que em seus raios nasçam

O fim das desigualdades, das dores, dos sofrimentos.

A cada nascer do sol

Espero que os sonhos das pessoas

Se fortaleçam, nasçam e cresçam e se

Façam presentes, sempre.

A cada nascer do sol

Acalento um sonho fugaz de igualdade.

Pois sei que a letra é morta

E que a palavra é vida.

A cada nascer do sol

Sei que o mundo, para mim, fica menor,

Que, no meu horário, já se faz tarde,

E que a passos lentos caminho,

O caminhar final…

 

A cada nascer do sol me questiono:

Aonde quero chegar?

Onde quero ir?

Quando vê, não viu, não chegou, nem saiu…

 

A cada nascer do sol me respondo,

Porque, embora embace e trapaceie, sei a resposta,

Que, do caminho que busco, encontro

Todos os sinais no percurso…

 

A cada nascer do sol

Está, dentro de mim, a certeza

Dos indicativos para chegar com segurança…

 

A cada nascer de sol me cabe decidir.

Discernir com sabedoria e equilíbrio

Cada passo a seguir.

 

A cada nascer do sol

Sei que tenho de caminhar,

Sei que tenho de decidir,

Sei que tenho de buscar,

Sei que tenho de fazer,

Sei que tenho de conhecer!

_____________________

31-05-05

Campo Grande MS

*Advogada e ativista das causas da Paz, Sociais, Humanas, Ambientais e Culturais Delasnieve Miranda Daspet de Souza é sul-mato-grossense de Porto Murtinho, onde nasceu e cresceu em meio a exuberante natureza que é o Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil, residindo em Campo Grande-MS. Casada, tem dois filhos. É poeta. Ativista da Biopoesia. Cronista, ensaísta, palestrante, professora, educadora, faz trabalho social com menores carentes, pertence e representa várias associações e academias literárias e culturais nacionais e internacionais.
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Post poema natal

Poema de Natal

Vinicius de Moraes

(1913-1980)

Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados

Para chorar e fazer chorar

Para enterrar os nossos mortos

— Por isso temos braços longos para os adeuses

Mãos para colher o que foi dado

Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer

Uma estrela a se apagar na treva

Um caminho entre dois túmulos

— Por isso precisamos velar

Falar baixo, pisar leve, ver

A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço

Um verso, talvez de amor

Uma prece por quem se vai

— Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações

Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre

Para a participação da poesia

Para ver a face da morte

— De repente nunca mais esperaremos…

Hoje a noite é jovem;

da morte, apenas Nascemos,

imensamente.

Feliz Nata_Bouquet

“O Natal! A própria palavra enche nossos corações de alegria. Não importa quanto temamos as pressas, as listas de presentes natalícios e as felicitações que nos fiquem por fazer. Quando chega no dia de Natal, vem-nos o mesmo calor que sentíamos quando éramos meninos, o mesmo calor que envolve nosso coração e nosso lar.”

Joan Winmill Brown

Bouquet de Cravos & Conchavos, 2012/2013

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