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Archive for janeiro \27\-03:00 2013

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DE QUANTAS COISAS NÃO PRECISO PARA SER FELIZ

Frei Betto*

“Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.”

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã… ‘ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!

Estamos construindo super homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático. ‘ Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

“Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

* Carlos Alberto Libânio Christo nasceu no ano de 1944, em Belo Horizonte, MG. Filho de um cronista do jornal Estado de Minas e de uma autora de livros sobre culinária manifestou desde cedo a vocação para a escrita. Em 1965, entrou para o convento dos dominicanos, onde se tornou frade. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia.
Como jornalista, atuou na Revista Realidade e no jornal Folha da Tarde desafiando a censura do regime militar. Foi preso político de 1969 até 1973.
Foi a partir de um livro publicado nesse período que ganhou renome nacional e internacional. Com o livro Batismo de sangue, de 1983, ganhou o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil.
Assessor da Pastoral Operária e de movimentos populares, colabora com vários jornais e revistas.
Algumas obras já publicadas: Castas da prisão, 1974; O fermento na massa, 1981; O dia de Ângelo, 1987; Essa escola chamada vida, 1988 (em parceria com Paulo Freire e Ricardo Kotscho); A menina e o Alfabetto, autobiografia escolar, 2002”. 
[blogmede]

Frase_Frei_Betto_para texto

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Admirável mundo antigo

Luiz Maia*

“Eu queria poder carregar um sorriso no coração nos momentos em que a vida me parecer triste.”

O que me leva a falar de saudade, esse tema tão batido? Para mim não há como esquecer uma época em que tudo parecia mágico. Com toda franqueza eu me sinto incapaz de ignorar sua importância para mim. Na infância cheguei a ter receio do escuro, do raio, do trovão. Mas cresci tentando superar o medo. Durante o dia eu parecia forte, determinado, porém à noite era extremamente frágil, pessimista. Meus sonhos eram desfeitos ao cair da noite. Fui uma criança medrosa, mas encontrei nos braços de minha mãe um abrigo acolhedor. Hoje em dia, distante da mocidade, passei a me sentir um estranho ao caminhar por ruas, praças e shoppings da cidade. Quanto mais ando, por antigos e novos endereços, lembrando o Recife de antigamente, a cada passo que eu dou mais a cidade me parece estranha. Essa minha angústia existencial aflorou de tal sorte quando eu comecei a perceber que as pessoas passam por mim sem sequer me notar. Algo difícil de ocorrer nos anos sessenta. Mesmo morando na mesma cidade, o fato é que as pessoas hoje passam por mim sem saber quem eu sou. Do mesmo jeito como eu não conheço ninguém.

Hoje eu sinto falta de tudo que é simples, do que me parece vital: dos raios de sol ao cair da tarde, rompendo as folhas das mangueiras do meu quintal; do arco-íris por sobre as roupas dependuradas, que pareciam porta-estandartes coloridos nos varais. Do cantar admirável dos pássaros nos galhos das laranjeiras, tornando mais bonito o amanhecer. O aroma de jasmim que adornava os jardins das residências nas Graças, Rosarinho e Derby, ainda está gravado em minha mente. Eu queria poder carregar um sorriso no coração nos momentos em que a vida me parecer triste. Por ora eu penso em descansar e busco sentar no banco da praça. Ao meu lado eu noto um casal de namorados. Eles discutem, brigam e viram a cara para o lado. Não sabem eles que estão a perder um precioso tempo…

Certamente estamos vivendo um mundo novo, bem diferente do meu. Pelo que pude notar as pessoas já não frequentam mais festas, hoje elas dizem que vão à balada. Se passam por algum constrangimento, afirmam que é uma saia justa. Se alguma coisa aconteceu que as fez passar vergonha, pagaram um tremendo mico. As pessoas antigamente, quando reconhecidas por seu trabalho, ganhavam um bom dinheiro e passavam a ser bem sucedidas. Hoje, são todos bombados. Namoro de hoje é ficar, conjunto musical virou banda, passear de mãos dadas deu vez aos encontros em motel. Sei não, mas essa geração precisa entender um pouco mais daquilo que é dar e receber carinho, conversar, dançar e jantar a luz de vela. Coisas simples que a cada dia vão ficando mais distante de nós. Coincidentemente, hoje fiquei sabendo que no bairro fechou a única floricultura que havia. Como presentear a pessoa amada, se ninguém sabe mais onde comprar flores? Espero que as pessoas não se esqueçam de reverenciar o amor, um sentimento que permanece eterno.

*Luiz Maia nasceu na cidade do Recife – PE é escritor e poeta. Autor dos livros “Veredas de uma vida” (suas memórias) , “Sem limites para amar” (crônicas), “Cânticos (textos reflexivos)”, “À flor da pele” e “Tamarineira – Natureza e Cidadania. Como diz o próprio escritor: “… foi depois do desejo inesgotável de ler e, posteriormente, escrever que vi morrer um Luiz velho para o mundo. E nascia, por sua vez, um novo Luiz, cheio de sonhos e esperanças (…) tornando-o melhor, mais humano e solidário…”

[www.luizmaia.blog.br]

Sê alegre

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NOSSAS VERDADES SÃO SÓ PALPITES

Rubem Alves

Encontrar amigos é sempre uma alegria. Especialmente quando se fazia muito tempo que os amigos não se encontravam. Amigos se encontrando, não é preciso explicar. Amigos se entendem sem precisar falar. Pois nos encontramos na semana passada, o Leonardo Boff, o Luiz Carlos Lisboa e eu. O Leonardo e eu já éramos amigos há muitos anos. Em razão de sofrermos, ambos, de uma doença incurável: uma relação de ódio e fascínio pela teologia. Essa doença dá grande coceira nas ideias, coceira que chega sangrar. Eu, de tradição protestante, ele de tradição católica. Mas sempre andamos juntos alegremente, jogando frescobol com palavras. Teologamos duetos, piano e violino, juntos e diferentes, sem confusão, sem separação, sempre em harmonia, de acordo com as definições do concílio de Calcedônia sobre as duas naturezas de Cristo. Concordamos que Deus não entregou os seus negócios para serem administrados por uma instituição chamada igreja. Como Jesus mesmo disse, Deus faz sua chuva cair sobre maus e bons, e o sol brilhar sobre justos e injustos. A água da chuva, todo mundo sabe o que é. O calor do sol, todo mundo sabe o que é. A confusão sobre Deus – chuva e sol – começa quando religiões afirmam que para se molhar na chuva e se aquecer ao sol é preciso ter ideias certas sobre a chuva e o sol, ideias que só elas têm, e que se chamam dogmas. Essas religiões pensam que conseguiram engaiolar Deus. Deus só existe dentro delas. Religiões são gaiolas vazias. Não. Não estão vazias. Dentro delas há um pássaro empalhado. Mas Deus é um pássaro em voo… Há um ditado judeu que diz: “Os homens pensam. Deus ri.” Ele se ri das bobagens que pensamos sobre ele – ou ela, não estou bem certo. O mar também se riria de nós….

O Luiz Carlos Lisboa, eu já era amigo dele antes de conhecê-lo pessoalmente. Eu li, faz muitos anos, o seu livro NOVA ERA. Li e percebi que, sem nunca nos termos visto, éramos amigos. Quis comprar outros exemplares para dar de presente aos meus filhos. Mas a edição estava esgotada. O remédio foi fazer cópias xerox. Tão sábio e tão poético que o li com o meu grupo de poesia. O que encanta nos seus textos é, em primeiro lugar, a sabedoria mansa. Depois, os textos são curtos, menos que uma página. Finalmente, a música da sua escritura. Kierkegaard dizia que a verdade mora não na letra do texto, mas na música que existe nos interstícios das palavras. Fernando Pessoa também sabia disso. Escreveu a um poeta (talvez ele mesmo): “… e a melodia que não havia se bem me lembro faz-me chorar…” Na folha de papel estavam as palavras do poema. Mas não eram elas que faziam chorar. O que fazia chorar não eram as palavras, mas uma melodia que saia das entrelinhas. .. Todos os terapeutas deveriam prestar atenção nessa lição. Prestar menos atenção no que a pessoa está falando e mais na música que ele não sabe que está fazendo.

Vou transcrever dois textos que se encontram no seu livro O SOM DO SILÊNCIO, publicado pela VERUS: “Um brinquedo, uma roupa, a pequena cama – os objetos que cercam a vida de uma criança conservam a sua energia quando ela se ausenta para ir à escola ou viajar. Há naquelas coisas uma vibração que se percebe no ar. Aqueles que amam costumam também imantar tudo o que tocam, e assim deixam um rastro perfumado por onde passam.” “Ah, o desperdício de falar, quando há tanta coisa a ouvir de quem não tem nada a dizer. Às vezes somos como o grito de uma serraria, escondendo o solo perfeito de um violino. Só é preciso prestar atenção e ficar em silêncio, para escutar a música que vem do mundo. Nela estão as respostas que procuramos, e nela está a certeza de que todas as perguntas são fúteis quando somos felizes.” Que lindo presente para uma pessoa querida! Quem dá um livro como esse está dizendo: “Acredito que você é uma pessoa inteligente e sensível”.

À noite estivemos na FNAC, para conversar com quem quisesse. Havia muita gente. Para começar, uma surpresa que não estava no programa. Entrou no palco o grupo “Serenata Brasileira”, em roupas dos anos vinte ou trinta, não sei bem. Eles cantam os antigos sucessos das tradicionais serenatas numa afinação absoluta. Eu estava assentado à mesa, de frente para o público. Tive dois prazeres: o da música e o dos rostos que eu via. Todos sorriam. Sorrisos diferentes. O sorriso dos jovens era só sorriso. O sorriso dos velhos estava misturado com saudade. Teve gente que chorou. Eu, quase… Todo mundo ficou triste quando a música acabou. A música tem um poder de ligar as pessoas que as palavras não têm (exceto a dos poetas). E nós três teríamos de falar porque, se fôssemos cantar, sairia tudo desafinado, muito embora o poeta tenha dito que no peito dos desafinados também mora um coração…

Como cantar nós não sabemos, por causa da desafinação, passamos a fazer o que sabemos: pensar, conversar, rir. Que os temas fossem dados pelas perguntas do público! Ficou logo claro que todos estavam curiosos com o título do livro do Leonardo Boff, Novas Fronteiras da Igreja. Especialmente porque, como se sabe, ele é um herege. Em outros tempos ele já teria sido queimado num edificante Auto de Fé, numa das fogueiras da Inquisição. Que ele é herege não é difamação minha. Foi ele mesmo que confessou publicamente, até com certo sorriso… Contou-nos de um jantar de homenagem que lhe ofereceram Darci Ribeiro e Oscar Niemeyer, ambos ateus confessos, para celebrá-lo como o primeiro herege brasileiro.

O que é um herege? É uma pessoa que anda na direção contrária. É alguém que diz o que foi proibido dizer. O pecado dos hereges não é moral. Ninguém é herege por ser um assassino ou fornicador. Esses são pecados de que se pode arrepender, e que são resolvidos no confessionário. O pecado dos hereges, ao contrário, não é pecado de ação. É pecado de pensamento. E não há formas de se arrepender daquilo que se pensa. Ele pensa aquilo que é proibido pensar. Só há um jeito de curar um herege: queimando-o na fogueira.

Pois o Leonardo, já há algum tempo, tem estado dizendo coisas proibidas. Por elas foi levado ao Santo Ofício e interrogado pelo guarda da fé, o Cardeal Ratzinger (atual Papa). O Leonardo diz, brincando: “Tive a honra de me assentar na mesma cadeira em que se assentou Galileu…” Galileu também foi herege por afirmar uma coisa proibida, que a terra não era o centro do universo. Ah! Como as religiões afirmam coisas confusas! Felizmente se arrependem delas, passados quinhentos anos… Outro herege famoso foi Jesus Cristo que andava pela Palestina negando aquilo que sempre tinha sido dito: “Ouvistes o que foi dito aos antigos, eu, porém, vos digo…. A heresia do Leonardo tem a ver com aquilo que ele pensa sobre a igreja. Para ele Jesus jamais imaginou uma igreja hierárquica, burocrática, dotada de poder (houve um período em que ela chegou a ter exércitos) e que pretende ser a única detentora da verdade, a verdade inteira. Essa pretensão torna impossível o ecumenismo oficial. Porque se uma instituição possui a verdade toda, ela não precisa ouvir ninguém. Seria uma perigosa perda de tempo. O pensamento do outro só pode ser mentira. É o outro que tem de ouvi-la. Ela é “mater et magistra” – mãe e mestra. Para o Leonardo, ao contrário, a igreja é formada por todos aqueles que sonham o mesmo sonho, o sonho que está contido na poesia do Pai Nosso: um mundo de fraternidade, sem misérias, sem vinganças, sem violência.

Perguntaram ao Luiz Carlos Lisboa – que ama o Rio de Janeiro, cidade mais linda não há – sobre essa estranha coincidência: o Rio de Janeiro é uma das cidades mais religiosas do Brasil e é a cidade mais violenta do Brasil. Qual é a relação que existe entre religião e violência? Ele lembrou que, na história do Ocidente, as religiões sempre estiveram ligadas à violência. Os maiores horrores já foram perpetrados por causa de dogmas religiosos. Agora mesmo, para justificar a guerra contra o Iraque, o presidente Bush declarou que conversava com Cristo todas as manhãs.. A loucura tem fortes relações com a religião institucionalizada. Os loucos pensam que suas ideias são as ideias de Deus. Pensa-se que a violência criminal vai se resolver com a violência policial. Mas onde se encontram as raízes da violência? Elas não se encontram dentro de nós mesmos? A violência só vai ser resolvida quando os homens aprenderem a ser mansos. Mas isso exige uma transformação espiritual. Era assim que pensavam Jesus Cristo, São Francisco de Assis e Gandhi…

Foi uma conversa gostosa, honesta, por vezes com um pouco de pimenta, que era logo eliminada com o humor.

O que é necessário compreender é que ninguém tem a verdade. Nós só damos palpites. No momento em que os indivíduos compreenderem que suas verdades não passam de palpites eles ficam mais tolerantes. E é gostoso conversar mansamente, cada um ouvindo honestamente o que os outros têm a dizer.

RubemAlves_capacidade_de_ouvir

Bouquet de Cravos & Conchavos, janeiro/2013

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