Feeds:
Posts
Comentários

Archive for novembro \30\-03:00 2013

Post_Paulo_R_Gaefke_Algo_errado

ALGO ERRADO

Paulo Roberto Gaefke

TEM ALGO ERRADO NO AR!

Certas pessoas precisam urgentemente realizar uma operação radical em suas vidas, e remover lembranças, dores, mágoas, orgulho ferido, e até algumas pessoas do seu dia a dia.
É uma faxina radical em sentimentos e relacionamentos, que poderá finalmente, permitir que você viva plenamente.

Vai, aproveita hoje e tira tudo que não serve mais de sua cabeça, de suas veias, do seu coração.
Tome uma decisão pela vida, pela felicidade, para ser feliz.
Pare com os vícios que só fazem mal, inclusive aquela pessoa que só quer sugar suas energias, tirar de você o que você tem de melhor.

Importe-se com você.
Não, não é ser egoísta!
É fundamental para a sua vida que você esteja bem.

Já viu alguém dar algo que não tem?
Quem dá, dá o que tem, ou o que julga ter…
Se você não está bem, não está feliz, vai passar o que para os outros?
Falsidade talvez, tristeza com certeza.
E, pior ainda, vai magoar quem não fez nada, por causa de suas irritações, de suas frustrações.

Ninguém mais tem tempo para ouvir nossas dores, nossas ladainhas, nossas queixas.
Então resolva-se.
Aceite-se.
Conheça-se!
Se você decidiu que quer ter cabelos azuis, que se dane o mundo, as convenções, as pessoas.

Tem muita gente por ai que não suporta ver gente feliz, … tá assim ó!!! …de gente triste e mal resolvida que não suporta a alegria dos outros e faz tudo para ferrar nossas vidas.
Então, o negócio é olhar para o seu umbigo e resolver de uma vez por todas se você quer ficar na dor, ou quer mesmo ser feliz.

Quer ficar na dor?
Continue pensando em quem deixou você!
Continue criando fantasias com pessoas que nem prometeram nada!
Continue querendo mudar as pessoas!
Continue falando sim quando quer dizer Não!
Continue ouvindo aquelas músicas do passado que você sabe que só fazem chorar!
Continue acreditando que quem errou foi você!
Continue se comparando aos outros!
Continue acreditando que ser feliz é só para os outros!

Quer ser feliz?
Ame-se, aceite-se e perdoe sempre.
Não aceite que tratem você mal,que pisem e humilhem você!
Seja humilde, mas nunca aceite a humilhação gratuita.
Pare de querer mudar as pessoas e consolar quem nem quer ser consolado.

Mude tudo na sua vida…
Se não está dando certo porque continua insistindo?
Tenha coragem de assumir-se.
Saia do armário das convenções!

Diga sim para a vida, mas diga com a certeza de que você, e somente você, pode agora mesmo determinar um novo rumo, uma nova estrada.

Te espero lá na frente, lá na felicidade…

Cutiva a esperança

Read Full Post »

Post_PMCampos_Perfilalapis

Perfil a lápis

Paulo Mendes Campos

Morei em Ipanema, passei para o Leblon, virei serrano. Vou e venho.

Amo e desamo. As palavras me pegam. No fim resta o silêncio: sou vidrado na minha dor.

A ecologia era esta: vovô me dava doces. Vovô me deu um menino Jesus de barro. Mamãe comprava palmito para a minha salada de alface. Papai fazia cadernos para que eu estudasse. Tia Zizinha cortava-me as unhas com muito carinho. Tia Nininha costurava meus calções de futebol. Tio Valdemar me levava para ver o Atlético, tio Tatá me dava prata de cinco mil-réis. Tio João esgrimava comigo no fundo do quintal. Tio Antonio fez uma horta Meu primo Hélio me deu meu primeiro cigarro. Dolores, minha mãe regra-três, me defendia dos capetas maiores. E Isabel, também regra-três, olhava para mim com doçura e suspirava: “Coitadinho dele!”

No sentido publicitário do verbo, vou me vendendo depressa a ideias, pessoas, paisagens, climas, livros, objetos – o que existe no mercado. Quando morei em Ipanema fui ipanemense convicto; passei a ser lebloniano; fiz uma casa na serra, virei serrano.

Nunca tive centro de gravidade mental ou psíquico. Vou com todo mundo, todas as têmperas, todas as cores, todos os pratos do cardápio. Copiei um grifo de Stendhal: “Nunca tive consciência nem sentimento moral.” Fiz meu o verso de Murilo: “Sou firme que nem areia em noite de tempestade.”

Dou a alma pelo azul e traio o azul com o castanho.

Nasci para ser mundano, apesar de toda a minha desconfiança. Se soubesse dançar bem, não sairia do dancing. Amo acima de todas as coisas a sobriedade dos sentidos. Mas dou um boi pra ficar ubriaco¹.

Não posso contemplar cartaz de propaganda turística sem me derramar pelas ravinas glaciais da Suíça, ou passar o verão no Marrocos, ou flanar pelo chiaroscuro² de Praga, ou estender-me como roupa branca de Portugal. Mas sou capaz de trocar tudo por entre um sono entre o jantar e a velhice.

Não é preciso qualquer eloquência para persuadir-me. Nasci convencido. Amarro minhas mãos para não bater palmas aos discursos idiotas. Prendo meus tornozelos a pesadas grilhetas para não frequentar locais absolutamente intoleráveis.

Fecho meus olhos para não sorrir a quem não vai comigo ou me detesta; mas às vezes já é tarde.

Também às vezes me agrido porque também amo a agressão. Às vezes choro porque chorar é um prazer irreprimível e o mundo gosta de lágrimas. Li os clássicos com saudade dos românticos.

Perdoo a mim mesmo porque é doce perdoar. E também me destruo porque é duro destruir. Sou vidrado na minha dor.

Estraçalho uma bacalhoada com um vigor lusitano, mas sei dedilhar uma travessa de caracóis com um racionalismo gaulês. E talvez gostasse de passar a pão e água.

A chuva me pega com facilidade. E quando chega o sol, faço-me uma ode de carne e vou tomar sol.
Se me dedico dois minutos a imaginar o tamanho da terra, quero ir às honestas canseiras da lavoura, sou lavrador, bicho do chão, raiz. Mas já dei comigo consultando livros de mineralogia. E saio sempre voando quando passa o avião.

Pobre ser mercurial, escorro em tudo, rolo, desato-me e depois me recomponho, para escorrer de novo, rolar, desatar-me.

Às vezes dou comigo comprando uma casa no subúrbio, mas a poluição me desanima: compro um rancho nas lonjuras de Goiás. Ou abro uma salsicharia na Avenida Ipiranga.

Vou e venho – é um direito, é uma obrigação que me impele, que me abusa, que me perturba. Amo e desamo. Faço e desfaço.

Vi em Shakespeare um tonto quando li a antipatia de Tolstoi. No dia seguinte achei o russo um cego.

Passo para o lado de quem me ataca. Desculpo o bem e o mal que me fazem.

Redigindo publicidade, acabei me apaixonando pela técnica de fabricação de certos produtos.

As palavras me pegam. As imagens me pegam. As inflexões me pegam. Viro amigo de infância de qualquer desconhecido.

O mal e o ruim frequentemente ganham de mim. Chego a morrer com simpatia.

No fim de tudo resta o silêncio, que é a minha liberdade. O meu vazio.
Serei o bobo do universo?
Nem isso: só um bobo. Mas gosto de ser bobo.

Pelo Dicionário Informal

¹Ubrico (italiano): do latim ubriacus, significa alcoolizado, bêbado, embriagado.

² Chiaroscuro: é uma “palavra em italiano que significa literalmente “claro-escuro”, é também uma das técnicas inovadoras de pintura usada por Leonardo Da Vinci (…) criando um efeito tridimensional”.

Essa noite está estranha, está chiaroscuro.

Read Full Post »

Post_Aldo_Novak_So_por_hoje

Só por hoje

Aldo Novak*

Você sabe que já passou por momentos muito dolorosos em sua vida, momentos que podem abalar suas crenças, sua lógica, sua fé. Ainda assim você continuou.

Apesar das dores, apesar do peso que recaiu sobre seus ombros, apesar dos desapontamentos, você deu um passo depois do outro.

E está aqui agora.
Pode não ser o lugar perfeito, mas é a direção que conta.

Se você estiver na direção certa, simplesmente continue em frente, por maiores que sejam as tempestades, por mais pesado que seja seu fardo, o sol voltará a brilhar e o oásis surgirá, para descansar.

Não desista.
Se estiver no caminho errado, simplesmente mude a direção do seu próximo passo e já o terá corrigido.

Sim, apenas um passo em outra direção e você terá ajustado seu curso de vida.

Ainda assim, mesmo indo para a direção certa, haverá momentos dolorosos.

Neste caso, não importa o que ocorra, lembre-se de se concentrar somente no presente.

Só por hoje.

Soluções não costumam aparecer enquanto o desespero estiver com você. Por isso, esqueça o sentimento de culpa pelos erros passados e nem sequer pense no que o futuro lhe reserva, porque quando o desespero nos cerca, qualquer tentativa de análise do futuro estará contaminada pelo pessimismo, pela cegueira e pela depressão.

E, como você será levado a acreditar em um futuro distorcido, falso e ainda mais “pesado” para carregar, é melhor olhar somente para o aqui e o agora.

Não seja enganado pelo desespero.
Só por hoje.

Feche as cortinas do amanhã. Feche as cortinas do ontem.

Viva um dia de cada vez.
Só por hoje.
Você e eu podemos aguentar qualquer sofrimento, desde que seja só por hoje.

Supere qualquer ressentimento, só por hoje.

Respire fundo e faça algo positivo e diferente, só por hoje.

Viva.

Viva de verdade.

Só por hoje!

*Aldo Novak é palestrante, administrador de cursos, treinamentos e talk shows para pequenas e médias empresas. Sem nome completo é Edwaldo Novak Gomes da Silva Junior, nascido em São Roque.
Uma sugestão da amiga e poeta Sylvia Cohin

Read Full Post »