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Archive for dezembro \29\UTC 2013

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Para quem tem mais de 60 anos   

Ivone Boechat *

  1. Tome posse da maturidade. A longevidade é uma bênção! Comemore! Ser maduro é um privilégio; é a última etapa da sua vida e se você acha que não soube viver as outras, não perca tempo, viva muito bem esta. Não fique falando toda hora: “estou velho”. Velho é coisa enguiçada. “Idade não é pretexto para ninguém ficar velho”.
  2. Perdoe a você antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Não fique remoendo o passado… Não se importe com o julgamento dos outros.
  3. Viva com inteligência todo o seu tempo. Viva a sua vida, não a do seu marido, da sua esposa, dos filhos, dos netos, dos parentes, dos vizinhos, dos amigos… Nem viva só pra eles, viva pra você também. Isto se chama amor próprio, aquilo que você sacrificou sempre! Nunca viva em função dos outros. Faça o seu projeto de vida!
  4. Coma e beba com moderação; durma o suficiente. Tenha disciplina. Fale com muita sabedoria. Discipline sua voz: nem metálica; nem baixinha; seja agradável!
  5. Poupe seus familiares e amigos das memórias do passado. Valorize só o que foi bom. Experiências caóticas, traumas, fobias, neuroses, devem ser tratadas com o psicoterapeuta.
  6. Não aborreça ninguém com o relatório das suas viagens. Comente apenas o destino e a duração da viagem, se alguém perguntar.
  7. Escolha bons médicos. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que um idoso metido a receitar remédio pra tudo o que o outro sente. Faça uma faxina na sua farmácia doméstica.
  8. Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. Elas têm prazo curto de duração. A chance de você ficar mais feio é altíssima e a de ficar mais jovem é fugaz. Faça exercícios faciais. Socorra os músculos da sua face. Tome no mínimo 8 copos de água por dia e 15min de banho de sol é indispensável.
  9. Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar tanto com você. Tudo o que se economizar com você será para quem? No dia em que você morrer, vai ser uma feira de Caruaru na sua casa. Vão carregar tudo. Não darão valor a nada daquilo que você valorizou tanto: enfeites, penduricalhos, livros antigos, roupas usadas, bijuterias cafonas, ouro velho… prataria preta, troféus encardidos, placas de homenagens. Por que não doar as roupas, abrir um brechó ou dar todas as suas bugigangas?
  10. A maturidade não lhe dá o direito de ser mal educado. Nada de encher o prato na casa dos outros ou no self-service ou numa festa de casamento, falar de boca cheia é insuportável.
  11. Só masque chiclete sem testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinha.
  12. Aposentadoria não significa ociosidade. Você deve arranjar alguma ocupação interessante e que lhe dê prazer, serve qualquer coisa ganhando ou gastando (se tiver), dinheiro.
  13. Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Pessoas amargas e tristes são chatíssimas, as alegres demais, também. Elogie os amigos, não fique exigindo explicações de tudo. Amigo é amigo.
  14. Leia. Ainda há tempo para gostar de aprender. A maturidade pode lhe trazer sabedoria. Coloque-se no grupo sempre pronto para aprender. Não se apresente em lugar nenhum dizendo: sou muito experiente!
  15. Não acredite nas pessoas que dizem que não tem nada demais o idoso usar roupas de jovens, cuidado. Vista-se bem, mas com discrição.
  16. Seja avó do seus netos, não a mãe nem a babá. Por isso nem pense em educá-los ou comprometer todo o seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, levar a festinhas, natação, inglês, vôlei… Só nas emergências. Cuidado com aquela disponibilidade que torna os outros irresponsáveis.
  17. Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tuuuuuuuudo! Evite discorrer sobre a beleza rara e a inteligência excepcional deles. Cuidado com a idolatria de neto e o abandono dos filhos casados…
  18. Não seja uma sogra ou sogro chato. Nunca peça relatório de nada. Seu filho tem a família dele. Você agora é parente! Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidado. Se o filho ligar pra você, não diga: ah! lembrou finalmente da sua mãe? É melhor dizer: Deus o abençoe meu filho.
  19. Cuidado em atender ao telefone: se a pessoa perguntar como você vai e você responder “estou levando a vida como Deus quer”; “a vida é dura”; “estou vencendo a dureza”; você vai ver que as ligações dos amigos e dos parentes vão rarear, cada vez mais.
  20. A maturidade é o auge da vida, porque você tem idade, juízo, experiência, tempo e capacidade para se relacionar melhor com as pessoas. Então delete do seu computador mental o vírus da inveja, do orgulho, da vaidade, promiscuidades, cobranças, coisas pequenas e frustrantes para tomar posse de tudo o que você sempre sonhou: a felicidade.

* Ivone Boechat é mestre em educação, pedagoga, conferencista e escritora. Autora do livro “Estratégias para encantar educadores na Arte de Aprender”.

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Post_texto_natal_Alceu_2013

NATAL – 25 de dezembro de 2013

Alceu Sebastião Costa*

Este NATAL há de ter gosto diferente.

Se as jornadas de cada mês de 2013 tiveram o amargor do fel, pelo excesso de falta de Solidariedade, de Amor ao próximo e de respeito à Vida, cabe-nos o desafio de retemperar este indesejável estado de coisas através da celebração consciente da data comemorativa do nascimento de Cristo, o Santo Natal, transformado-o na doçura de um favo de mel.

Depende apenas da nossa disposição para enxergar cores e luzes onde parece haver só o negrume da escuridão.

Que tal fecharmos os olhos e abrirmos os corações?

Deixarmos a suavidade do clima, a leveza das músicas, a sensação de paz, a magia angelical, enfim, do NATAL penetrarem o fundo de nossa alma, filtrando o que há de melhor nas nossas recordações e acalentando os nossos desconfortos?

Vamos abrir as comportas do nosso Amor e deixar que inundem o que e os que estiverem à nossa volta, pois, afinal, a generosidade e a solidariedade são os expoentes do Bem-querer.

Em certos momentos da vida, o homem tem necessidade de dar uma pausa nas correrias e refletir sobre o passado e o presente, programando o futuro.

O Natal é a hora aprazada para isso.

Se coincidir um pouco de nostalgia, não é feio nem pecado.

Faz relembrar os bons tempos dos nossos pais, quando a mesa farta não era a prioridade. A relevância se dava à reunião entre pessoas que se queriam bem e não tinham vergonha de se darem as mãos e orarem juntas.

É natural que os tempos mudem. As dificuldades de hoje não são as mesmas de então, pois há mais gente povoando a Terra, os espaços diminuíram e o egoísmo e a vaidade aumentaram.

Só Deus não mudou.

A Sua bondade continua infinita.

E disponível.

Cada um deve saber buscá-la. Basta seguir o brilho da Estrela Guia e atentar para o doce vagido do Menino Deus, no seu singular e inusitado berço-manjedoura.

Feliz Natal!

*Este texto resulta da fusão de textos anteriores, inéditos, deste Autor

Dezembro/ 2013

Bom_Natal_para bouquet_2013

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Posto texto tempo e vento

O Tempo e o Vento

Por José Raimundo de Assunção*
Reflexão Filosófica de José Raimundo de Assunção

Ponderar a exiguidade da vida cabe nos momentos em que percebemos a beleza e singularidade de determinadas situações. Principalmente analisados os bons encontros, os grandes prazeres, as felicidades temporais que de tão boas extrapolam essa dimensão.

Podemos também desejar que o Tempo corra mais se algo nos inquieta ou esperamos com ansiedade por alguma situação, resposta ou alguém. Interessante, quanto mais velho ou diria vivido, mais paciência se tem, será que tem alguma relação com convivência na presença do Tempo?

Tanto passa o Tempo como passa o Vento, ambos não se deixam represar, são soberanos em suas condutas. De ambos, poucos sabemos, só sentimos e quando pensamos neles muitas das vezes já sofremos as suas ações. Quanto mais pensamos mais percebemos, é claro, se pensamos no Vento o sentimos, se pensamos no Tempo observamos as suas ações próprias em nós e principalmente observamos nos outros.

Quando se é criança sobra mais Tempo para observar o Vento, então víamos o balanço das folhas, o deslocar das nuvens, os redemoinhos e temíamos os espíritos que o habitam (mito é claro), será? Bem, quando se cresce não sobra mais Tempo para olhar para o Vento e suas afetuosas carícias nos cabelos da palmeira, só percebemos, quando no Tempo penetramos e paramos apreensivos para sermos notificados, via veículo de informação de massa, das rebeldias com que o Vento se apresentou e danos causou, destruiu, molestou, será que ele estaria chamando a nossa atenção, senão para si quem sabe para outros fatos?

E o Tempo que faltou para observar o Tempo, corremos demais, trabalhamos demais, quando paramos e olhamos para o Tempo percebemos seu toque singelo e meigo em nossa pele, nossos cabelos, nossas forças, e, por consolo, nos entregamos a ponderar o que fizemos da vida e o que a vida fez conosco. Claro, se tiver mais Tempo, podemos até pensar em repensar a vida usando melhor o Tempo.

Como é comum alguém nos dizer ou nós mesmos dizermos: Ah! Não tenho Tempo, ando tão ocupado!

Coitado, coitados de nós quando nos dermos conta que o bem mais precioso se esgotou e nós nem percebemos, por tão ocupados.

Uai! E tem jeito de fazer diferente, de não correr, de não trabalhar, tem jeito? Bem cada um que responda as suas indagações, eu vim só para provocar a arte de pensar. Mas, já que perguntei posso dar uns “pitaquinhos”… Acho que tem jeito sim e mesmo sem diminuir a carga a priori, talvez mudar o tom, o ângulo de visão, os amigos Renato e Almir, assim cantaram:

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente: Compreender a marcha e ir tocando em frente. Como o velho boiadeiro tocando a boiada. Eu vou tocando os dias, pela longa estrada eu vou. Estrada eu sou”.

O Tempo é um bem precioso, talvez o mais precioso que temos, depois da vida, porque se não tivermos Tempo nada faremos, mas, administrar é preciso. O Vento? Ah! Outro bem precioso, quem mora em cidade quente é quem valoriza o irmão Vento.

Quando eu aposentar vou fazer isso e aquilo…e se não der?

Senhor Deus do Tempo e do Vento nos dê mais clareza para administrar melhor o nosso Tempo para observar tanto Vento como as coisas que andamos fazendo, Senhor, fazei de nós homens e mulheres que racionalmente passam pela vida sentindo o gosto de viver, saboreando cada momento com o saudável paladar de que nunca mais voltarão a acontecer da mesma forma, obrigado!

José Raimundo de Assunção

*José Raimundo de Assunção: estudante de Filosofia EAD pela Unis – Sul de Minas

“O covarde nunca começa, o fracassado nunca termina, o vencedor nunca desiste.”

Norman Vicente Peale

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