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Archive for abril \29\UTC 2014

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Além do olhar

Adriane Albuquerque Cirelli

A vida agitada e sofisticada do cotidiano nos leva a desprezar a simplicidade de tantos e tantos momentos e pessoas. Entre esses momentos está a contem­plação, o olhar nos olhos do outro que pode ser o ser amado, o filho, a esposa, o aluno, a professora.

Os olhos não mentem, diziam nossos antepassados. Porém, com o avanço tecnológico e o distanciamento das relações interpessoais, a simplicidade do pres­tar atenção nos olhos do próximo deixou de existir.

Qual é a mãe que já não olhou firmemente nos olhos do filho sapeca e per­guntou: o que você fez?

Qual é o namorado que já não fitou os olhos da amada e questionou: por que você está triste?

Qual é o professor que já não olhou nos olhos de um aluno e percebeu que não havia aprendido a lição?

Qual é a mulher que já não se sentiu denunciada pelos olhos molhados pelas lágrimas?

Qual é o bebê que não recebeu todo o carinho após olhar firmemente para alguém?

O olhar abre caminhos, denuncia o interior. Reprime e aprova sem que ne­nhum músculo do rosto se mexa.

O olhar dos curiosos inicia as investigações. O olhar dos cientistas inaugura as pesquisas. O olhar dos apaixonados incendeia um romance. O olhar de uma mulher abre sua infelicidade. O olhar de uma criança transborda energia.

Olhar abre ou fecha um relacionamento. Por que alguns professores têm olhares tão diferentes sobre um mesmo aluno? Será que o olhar é físico ou men­tal? Por que acontece de um pai olhar um filho tão diferente de uma mãe?

Por que algumas pessoas têm dificuldades em olhar nos olhos quando con­versam ou quando encontram alguém?

Evoluímos para a comunicação simultânea, avançamos distâncias e rompe­mos barreiras até universais. Utilizamos celulares, tablets, black berrys e muito mais, mas deixamos de utilizar um dos nossos órgãos dos sentidos.

A medicina evoluiu para os grandes exames diagnósticos, mas muitas vezes falta o olhar, o apertar a mão olhando nos olhos de quem sente dor.

Os professores levaram a multimídia para a sala de aula, mas não têm tempo de olhar nos olhos do aluno que não consegue aprender.

Os pais encheram as casas de televisores e computadores, mas se esqueceram de olhar nos olhos dos adolescentes que pedem orientação e apoio.

As mães estão correndo demais para olhar através dos olhos dos pequenos.

Os maridos estão estressados demais para olharem para os olhos das esposas que gritam pedindo atenção.

O olhar é a porta de entrada da alma. Somente os observadores e sensí­veis penetram neste infinito universo que é o ser humano. Alguns seres humanos passam a vida toda sem olhar para ninguém. Nasceram para o espelho. Algumas pessoas já sofreram tanto que nem mais levantam o olhar para a vida enquanto cegos enxergam pelo tom da voz, pelo compasso da fala.

Além do olhar encontramos muitas e muitas respostas que procuramos há algum tempo. Se soubéssemos ler os olhos, talvez nem precisássemos de palavras.

Se houvesse tempo e atenção para o olhar, talvez as pessoas fossem mais felizes!

Gandhi_mudar e mudar o mundo

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Post_Tais_Cadorim_Eu_desisto

Eu Desisto…

Thais Cadorim

Eu desisto… É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou.
Essa frase soa com tanta força, não é?
Mas é verdade, eu desisti mesmo; de um monte de coisas…

Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer… E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento.

Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo.
Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso.

Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim… Seria um tormento!

Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante.
Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar.

Desisti de procurar defeito nas pessoas.
Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las.

Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado.
Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha.
Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro.

Desisti de impor minha opinião sobre tudo.
Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma.

Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo.
Sei lá o que vai acontecer com o avião…

Desisti de correr da chuva.
Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva?
Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada?
E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último.

Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer… Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT ou a NBR 9004.

Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha.
Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real.
Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante.

Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito.
Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos.

Se eu fosse você, desistia também…
Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa…

Churchill_coragem

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Post_Kuan_Yin_RECADO CONSCIENCIAL

O RECADO CONSCIENCIAL DE KUAN-YIN

(Toques Espirituais Sobre Maturidade e Consciência)

Kuan Yin*

“Não espere a compreensão dos outros, seja você essa compreensão.

Não espere ser feliz pela presença de alguém amado na sua vida; seja feliz só porque você existe, independentemente de qualquer um.

Não espere que um salvador celeste venha salvar sua alma, apenas evolua e cresça, para você ser salvo de sua própria ignorância.

Não espere o perdão de alguém, seja você esse perdão.
Não espere que alguém se desculpe de você, seja você essa desculpa.

Não espere que a morte surja para provar que você vive além dela; use o discernimento e saiba disso agora!

Não espere a vida passar para que você passe sem compreender coisa nenhuma.

Cada momento é importante, cada vida é importante, e cada coisa que se aprende é importante; por isso é muito importante viver e valorizar essa existência atual, que tem de ser a melhor de todas as existências, independentemente de vidas anteriores.

O que você possa ter sido lá atrás, já passou… Se você foi Hitler ou Buda, não interessa! O que interessa é essa vida, e que você seja feliz aqui e agora, sem jamais depender de algo (ou de alguém) fora de si mesmo.

E toda transformação que você quiser que ocorra, seja você mesmo essa transformação, em lugar de procurar pedir essa transformação fora de si mesmo, dos outros, do mundo ou do que quer que seja.

O que quer que aconteça na sua vida, seja lá o que for, a chegada de alguém ou sua partida, não dependa disso para que seu discernimento se acenda. Independentemente de quem chega ou de quem parte, é você que está aí dentro e, ao longo da eternidade, você estará acompanhado por si mesmo, todo o tempo. Então, se amanhã, ou em outras vidas, você quiser estar bem acompanhado, comece a crescer agora, para que você seja boa companhia para sempre, de você mesmo.”

*Na mitologia chinesa, Kuan Yin  é conhecida como a Deusa da Compaixão e da Misericórdia. Kuan Yin, cujo nome significa “aquela que ouve os lamentos do mundo” é boddhisatva¹ da Compaixão no budismo chinês, tal como é venerada, geralmente na forma feminina

¹ O bodisatva é um tema popular na arte budista. No Budismo, um bodisatva ou bodhisattva é um ser puro [sattva] e iluminado [bodhi]. Tradicionalmente, um bodhisattva é qualquer pessoa que, movida por grande compaixão, gerou bodhicitta, que é o desejo espontâneo de atingir o mesmo status de Buda para o benefício de todos os seres sencientes [que sente = sensível] . De acordo com o budismo tibetano, bodhisattva é um dos quatro estados sublimes que um ser humano pode alcançar em vida (sendo os outros três: Arhat, Buddha e Pratyekabuddha) .

Arhat Significa, literalmente, “o digno, aquele que merece louvores divinos”.

Buddha é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal descoberta aos demais seres. “A verdadeira natureza dos fenômenos”, aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais.

Pratyekabuddha, literalmente “um buddha solitário”

[wikipédia]

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