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Archive for julho \31\-03:00 2014

Paulo_R-Gaefke_Pessoas_mudam

Pessoas mudam

Paulo Roberto Gaefke

Veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto:  que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas; mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou…”
Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

Não se espante com a mudança nas pessoas, você mesmo tem dias de “noite” e dias de “dia”, momentos em que a alegria te contagia, e outros em que a tristeza te pega fundo.

Por isso, não queira entender o próximo, busque antes, amar sem restrições, sem cobranças ou imagens formadas.

Relacionamentos se dissolvem assim, com a imagem que um forma do outro sem respeitar as mudanças, sem se importar com os desejos próprios da alma que é única, individual, e cheia de sonhos para realizar.

Ainda hoje, reflita sobre as suas próprias mudanças, das necessidades ainda não satisfeitas, dos sonhos desfeitos e dos desejos incontidos, deixe escorrer pelo ralo da hipocrisia, a falsa ideia de que somos certinhos, de que somos sempre os mesmos.

Nós estamos em constante evolução, somos hoje o fruto colhido do dia de ontem e seremos amanhã, a semente madura do que plantarmos ainda hoje.

Pense nisso!
Eu acredito em você.

Will_Garcia_Mudança

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Post_MarthaM__Sobre_Humilhação

Sobre humilhação

Martha Medeiros

Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor de cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo — sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com frequência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar — que lugar é este que não permite movimento, travessia?

Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

Marquês_de_Maricá__humilhação

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