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Archive for março \01\-03:00 2015

“O silêncio dos chinelos é mais perigoso do que o barulho das botas” (Martin NIEMÖLLER)

“O mundo é perigoso não tanto por causa dos que fazem o mal, mas por causa dos que olham e deixam fazer”. (Albert Einstein)

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Texto de Martin Niemöller*

(Uma reflexão para os tempos mundiais de hoje sobre o ‘fanatismo’)

“Um homem cuja família pertencia à aristocracia alemã, antes da II Guerra Mundial, possuía certo número de grandes fábricas e propriedades. Quando lhe perguntavam quantos alemães eram verdadeiros nazistas, ele respondia de uma forma que pode orientar a nossa atitude em relação ao fanatismo.

Poucos são os verdadeiros nazistas, dizia ele, mas numerosos são os que se alegram com o retorno do orgulho alemão e sobretudo os que estão demasiadamente ocupados para a isso prestarem atenção. Eu era um dos que simplesmente pensava que os nazistas eram um bando de loucos. Também a maioria contentou-se em olhar e em deixar passar. De repente, antes que pudéssemos nos dar conta, eles nos possuíram, perdemos toda a liberdade de manobra e chegou o fim do mundo. A minha família perdeu tudo, acabei num campo de concentração e os aliados destruíram as minhas fábricas.

A Rússia era constituída de russos que desejavam apenas viver em paz, mal grado os comunistas russos tenham sido responsáveis pelo assassinato de cerca de vinte milhões de pessoas. A pacífica maioria era alheia a isso.

A imensa população chinesa era, também, pacífica, mas os comunistas chineses conseguiram matar um número superior a sessenta milhões de pessoas.

O japonês médio, antes da II Guerra Mundial, não era um sádico belicista. No entanto, o Japão, deixou um rastro de sádicos provocadores de guerra e de carnificinas ao longo do seu caminho pelo sudeste da Ásia numa orgia de matanças incluindo o sistemático abate de doze milhões de chineses civis, a maioria morta à espada, à pá ou à baioneta.
E quem poderá se esquecer da queda de Ruanda no meio de uma carnificina. Não se poderia afirmar que a maioria dos ruandeses era a favor da “Paz e do Amor”?

As lições da História são sempre inacreditavelmente simples e brutais e, no entanto, mal grado todas as nossas faculdades de raciocínio, passamos muitas vezes ao lado das coisas mais simples e menos complicadas: os muçulmanos pacíficos tornaram-se, pelo seu silêncio, inconsequentes.

Hoje os “especialistas” e os “bons cérebros” não se cansam de repetir que o islã é a religião da paz e que a enorme maioria dos muçulmanos só deseja viver em paz. Se bem que esta gratuita afirmação possa ser verdadeira ela é totalmente infundada. É um engano sem sentido destinado a nos reconfortar e que, de alguma forma, atenua o espectro do fanatismo que invade o mundo em nome do Islã.

O fato é que, atualmente, são fanáticos os que governam o Islã. São fanáticos exibicionistas. São fanáticos que financiam os numerosos conflitos armados que assolam o mundo. São fanáticos que sistematicamente assassinam cristãos ou grupos tribais em toda a África e que, lentamente, se apoderam de todo o continente, através de uma onda islâmica.

São fanáticos que colocam bombas, decapitam, massacram ou cometem os crimes de “honra”. São fanáticos que controlam mesquitas, uma após a outra. São fanáticos que pregam zelosamente a lapidação e o enforcamento das vítimas da violação e dos homossexuais. A brutal e quantificável realidade é que a maioria pacífica, a maioria silenciosa nada faz e esconde-se. Se não reagirem, os muçulmanos pacíficos tornar-se-ão nossos inimigos porque, tal como o meu amigo alemão, acordarão um dia para constatar que são a presa dos fanáticos e que o fim do seu mundo terá começado.

Os alemães, os japoneses, os chineses, os russos, os ruandeses, os albaneses, os afegãos, os iraquianos, os palestinos, os nigerianos, os argelinos, todos amantes da paz, e muitos outros povos morreram, porque a maioria pacífica não reagiu antes que fosse tarde demais”.

Niemöller é o autor de uma adaptação de um célebre poema de Vladimir Maiakovski “E Não Sobrou Ninguém” tratando sobre o significado do nazismo na Alemanha:

“Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”

*O autor deste texto, Martin Niemoller (1892-1984), foi um pastor luterano alemão, preso em 1937 e enviado para o campo de concentração de Sachsenhausen. Foi depois transferido em 1941 para o campo de Dachau. Libertado com a queda do regime nazista em 1945. Foi um franco inimigo público de Adolf Hitler, também era um nacionalista fervoroso, defendeu a rápida libertação de prisioneiros de guerra alemães, jamais vacilou quando de seu protesto contra a divisão da Alemanha pelos Aliados e viajou muito falando sobre sua experiência alemã sob o nazismo. Em 1950 se tornou um pacifista.

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