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Archive for junho \20\-03:00 2015

Post Definição de amigo

AMIGO – DEFINIÇÃO

Fátima Irene Pinto

 

Amigo é alguém que está envolvido com os nossos ideais e serve de alavanca para que, juntos, os realizemos.

Amigo não compete: soma forças e acrescenta.

Amigo é alguém que tem mais ou menos o nosso ritmo e não nos deixa esperando quando o assunto é importante. Aliás, Amigo sempre sabe o que é muito importante para nós.

Amigo, quando não concorda ou não aprova alguma atitude que venhamos a tomar, coloca-se de forma direta, sem rodeios. Ele não some, não fica emburrado, não faz jogo nem nos dá a retaliação do silêncio indecifrável.

Amigo é alguém que, estando acima de nós, nos ensina com bondade e estando abaixo de nós, aprende com simplicidade. Amigo é instrutor e aprendiz simultaneamente.

Amigo entende de diferenças individuais e as respeita, sem, contudo traçar linhas divisórias intransponíveis que causam desapontamentos e bloqueiam a livre expressão da nossa maneira de ser.

Amigo é alguém a quem confiamos desde uma confidência até um testamento. É alguém para quem podemos ligar ou procurar a qualquer hora porque há horas na vida que não podem esperar mais um minuto.

Amigo rejubila-se com a nossa vitória e sabe tornar a nossa derrota suportável.

Para um Amigo podemos contar os nossos feitos sem que pareça arrogância ou ostentação e podemos narrar as nossas fraquezas e fracassos sem que pareça humilhação.

Quem tem um amigo assim pode dizer que encontrou um tesouro.

Os demais não são amigos. São colegas eventuais sem comprometimento e estes, sempre temos às dúzias.

Se você tem ao menos um Amigo, erga as mãos para o céu pela dádiva.

Seja para ele tudo que ele é para você e um pouco mais.

Aos colegas eventuais… a eventualidade.

Ao amigo verdadeiro, a incondicional Amizade!

(No Livro O GOL NOSSO DE CADA DIA)
Éxupéry_cativar

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Forjando a Armadura

Rudolf Steiner*

Nego-me a submeter-me ao medo que me tira a alegria de minha liberdade, que não me deixa arriscar nada, que me torna pequeno e mesquinho, que me amarra, que não me deixa ser direto e franco, que me persegue, que ocupa negativamente minha imaginação, que sempre pinta visões sombrias.

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.

Quero viver, não quero encarcerar-me. Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero. Quero pisar firme porque estou seguro, não para encobrir meu medo.

E quando me calo quero fazê-lo por amor, não por temer as consequências de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo só pelo medo  de não acreditar. Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto. Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável. Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim; por medo de errar, não quero tornar-me inativo.

Não quero fugir de volta para o velho, para o inaceitável, por medo de não me sentir seguro novamente. Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de ser, caso contrário, ignorado.

Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor. E quero crer no reino que existe em mim.

*Rudolf Steiner nasceu em 27 de fevereiro de 1861, em Kraljevec, fronteira austro-húngara. Foi o criador da Antroposofia, visionário dotado de grande sensibilidade, extraordinário erudito e filósofo e um dos mais importantes representantes do ocultismo na primeira metade deste século. Pronunciou mais de 6.000 conferências em todos os continentes e escreveu centenas de livros sobre quase todos os assuntos. Em sua obra existem várias descobertas científicas, que hoje fazem parte do acervo da humanidade. Steiner faleceu em 1925 na cidade suíça de Dornach.

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