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Archive for the ‘Ecologia’ Category

Post_agrandezadomar_Gaefke

A GRANDEZA DO MAR

Paulo Roberto Gaefke

(No livro “Quando é preciso Viver” página 29)

Você sabe por que o mar é tão grande?

Tão imenso?

Tão poderoso?

É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.

Sabendo receber, tornou-se grande.

Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas sim uma ilha.

Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.

A perda faz parte.

A queda faz parte.

A morte faz parte.

É impossível vivermos satisfatoriamente.

Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.

Impossível andar sem saber cair.

Impossível acertar sem saber errar.

Impossível viver sem saber viver.

Se aprenderes a perder, a cair, a errar,

ninguém mais o controlará.

Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.

E isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.
**********************************************

 

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MURMÚRIO D’ÁGUA

Murmúrio D’Água é tão suave aos meus ouvidos…
Faz tanto bem à minha dor teu refrigério!
Nem sei passar sem teu murmúrio aos meus ouvidos,
Sem teu suave, teu afável refrigério.
Água da fonte…água do oceano…água de pranto…
Água de rio…
Água de chuva, água cantante das lavadas…
Têm para mim, todas, consolos de acalanto,
A que sorrio…
A que sorri minha cínica descrença.
A que sorri o meu opróbrio de viver.
A que  sorri o mais profundo desencanto
Do mais profundo e mais recôndito do meu ser!
Sorriem como  aqueles cegos de nascença
Aos quais Jesus de súbito fazia ver…
A minha mãe ouvi dizer que era minha ama
Tranquila e mansa.
Talvez ouvi, quando criança,
Cantigas tristes que cantou à minha cama.
Talvez por isso eu me comova  àquela mágoa.
Talvez por isso eu me comova tanto à mágoa
Do teu rumor, murmúrio d’água…
A meiga e triste rapariga
Punha talvez nessa cantiga
A sua dor e mais a dor de sua raça..
Pobre mulher, sombria filha da desgraça!
—  Murmúrio d’água, és a cantiga de minh’ama.
Manuel Bandeira

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“…Não há vida sem água. A água é um bem precioso indispensável a todas as atividades humanas.
Alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do homem e dos outros seres vivos que dela dependem.
A água é um patrimônio comum, cujo valor deve ser reconhecido por todos.
Cada um tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado.
A água não tem fronteiras. É um bem comum que impõe uma cooperação internacional…”
(in Carta Européia da Água, 1968)
Bouquet de Cravos & Conchavos em 22/03/2010 lembrando o “Dia Mundial da Água”

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Atitude

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Quando eu era ainda pequeno,

Não há engano, bem me lembro,

Meus pais me ensinaram a rezar,

Agradecer por nascer num bom lar,

Ter o pão para dividir com os irmãos,

Primeiras lições dos princípios cristãos.

Hoje, fazendo parte da ala dos veteranos,

Pode ser que até cometa muitos enganos,

Mas acho que, no mundo atual, competitivo,

Fazem falta pais como os meus, assim o digo,

Cujos valores sagrados derivavam do respeito,

Diferente do agora, que toma o avesso pelo direito,

Desvairado, rédeas soltas, a galope, cabelos ao vento,

Trancafia Deus no céu e não vê este Planeta morrendo.

Alceu Sebastião Costa

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NOTA: esta publicação tem uma história: o poeta distribuiu o desenho de um arame farpado com a frase: “Por que algumas pessoas insistem em transformar pássaros em arame farpado?”, com a intenção de que pudesse ser aproveitado em alguma ocasião, fosse ela qual fosse.  Comentou à época o sentido grande e valioso da imagem. Então aproveitei o arame farpado à minha maneira, incluindo-o numa formatação imaginativa e devolvi ao poeta  para que colocasse  palavras dele quais  quisesse. Retribuiu com este belo poema, muito atual às necessidades do mundo atual que incluo junto aos trabalhos de  ECOLOGIA – PLANETA TERRA do Bouquet de Cravos & Conchavos. Posteriormente será atualizada na página de Poesias em Textos.
Poeta Alceu, com gratidão,  agradeço a sua bondade.  Michèle

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“a mão que governa o verso balança o mundo”
(líria porto)
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se a lua cair do céu

além dos cacos quebrados

aonde vamos guardar

olhares enamorados?

e se as estrelas em greve

não quiserem mais piscar

será que vais resistir

voltaremos a brincar?

se o sol apagar o facho

e tornar-se um astro frio

eu vou agüentar viver

como vel(h)a sem pavio?

se a terra onde moramos

depois da judiação

quiser se vingar dos homens

nós mulheres – escapamos?

sei não
*
Quem é Líria Porto:

Professora, mineira de Araguari, vive em Belo Horizonte.

Se diz: “erva daninha: de Araguari transplantei-me para belo horizonte – espalhei raízes”.

(Seu blog está nas minhas leituras sugeridas)

*
Consciência Sócio Ambiental
A produção de resíduos é inerente à condição humana  e inexorável. E continua existindo depois que são jogados nas lixeiras, pois estas não são mágicas que num abrir e fechar de olhos fazem desaparecer o que tem dentro, então o lixo passou a ser um dos maiores problemas ambientais da atualidade, pois os moldes de consumo adotados pela maioria das sociedades modernas provocam o aumento contínuo e exagerado na quantidade de lixo produzido.
Lixo doméstico ——————————————————- restos de alimentos, embalagens plásticas, papéis em geral, plásticos, entre outros.
Lixo comercial —————————————————————- gerado pelo setor terceiro (comércio em geral),especialmente papéis, papelões e plásticos.
Lixo industrial ———————————————————-gerado por atividades do setor secundário (indústrias), pode conter restos de alimentos, madeiras, tecidos, couros, metais, produtos químicos e outros.
Lixo das áreas de saúde ———————————————- também chamado de lixo hospitalar. Proveniente de hospitais, farmácias, postos de saúde e casas veterinárias: são as seringas, vidros de remédios, algodão, gaze, órgãos humanos, etc. Este tipo de lixo é muito perigoso e deve ter um tratamento diferenciado, desde a coleta até a sua deposição final.
Limpeza pública —————————————————— Composto por folhas em geral, galhos de árvores, papéis, plásticos, entulhos de construção, terras, animais mortos, madeiras e móveis danificados
Lixo nuclear ———————————————————— decorrentes de atividades que envolvem produtos radioativos, entre outros.
Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção.
Como?
Usando a regra dos três “R” :

Reduzindo (não desperdiçar)

Reutilizando (reaproveitar antes de jogar fora)

Reciclando (diminuir a exploração de recursos naturais).

FAÇA A SUA PARTE

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Fontes: pesquisa internet

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A BELEZA DA ALMA-DE-GATO
Alma-de-gato (Piaya cayana) é uma ave encontrada em matas e cerrados do México à Argentina, bem como no Brasil. Ultimamente essa ave pode ser encontrada nos parques e nos bairros nobres, cujas casas têm grandes jardins, em pleno centro das capitais. Também é conhecida como alma-de-caboclo, alma-perdida, atibaçu, atingaçu, atingaú, , atiuaçu, chincoã, crocoió, maria-caraíba, meia-pataca, oraca, pataca, pato-pataca, piá e picuã.
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Tem um bico verde-claro e íris vermelha, cauda longa, escura e com as pontas das retrizes claras. Medem cerca de 60 cm (2/3 pertencem à causa). A cor é castanho-parda no dorso e cinza-ardósia na barriga. O pescoço e o peito são vermelho-acinzentados.
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Seu canto se assemelha ao gemido de um gato, por isto é conhecida como alma de gato. Voa rápido e silenciosamente entre os galhos à procura de insetos e é uma ave muito vistosa que pode também lembrar um caxinguelê quando desliza pela ramagem. Gosta muito de planar. Ainda, consegue imitar o canto de outras aves, especialmente o do bem-te-vi, que é de fato parecido com sua própria vocalização e, por isto, é conhecida como ‘gozador’.
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Segundo uma lenda amazônica, a alma-de-gato possui um canto fatídico: quando canta à porta da casa de alguém, este está com os dias contados. Claro que isto não passa de lenda. Aliás, essa ave deve ser protegida, pois é muito útil ao agricultor. O exame de 155 estômagos de almas-de-gato evidenciou que estas aves são insetívoras e que 50% do conteúdo era de lagartas que atacam as nossas culturas.
Fontes: Wikipédia/ felipex.com.br/saudeanimal.com.br/WikiAves
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Nota: esta ave, alma de gato, já foi vista aqui em Belo Horizonte, MG,em vários bairros  por amigas(os), de seus apartamentos, onde árvores altas chegam até suas janela.

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A Fábula do Porco-Espinho
Gustavo de Amorim*(Adaptado do livro Manual Bem-Humorado dos Privilegiados Auditivos)
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Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.
Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.E assim sobreviveram!
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.
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*Gustavo de Amorim é escritor, autor do Manual Bem-Humorado dos Privilegiados Auditivos e colaborador do Em Foco.

No Brasil, ouriço-caixeiro (Coendou prehensilis) é um porco-espinho arborícola, solitário, notívago e frugívoro, encontrado em florestas tropicais do México até na América do Sul. Quando adulto pesa de 6 a 8 quilos, transita no cerradão, mata, mata ciliar, veredas e ambientes alagadiços.

Encontra-se na lista de “ANIMAIS EM EXTINÇÃO DA REGIÃO CENTRO-OESTE – BIOMA CERRADO”

Fonte: vidaemextinção
Preserve a Fauna

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Post tartaruga marinha

Tartaruga Marinha

(Rosangela Trajano – Literatura Infantil)

Eu quero ser uma tartaruga

Eu quero ser uma tartaruga

Pra não ter pressa de chegar

Pra viver no meio do oceano

Pra não ter vida dura.

Eu quero ser uma tartaruga

Pra passear na areia da praia

E ver o por do sol, sem pressa

E ver a lua cheia, sem pressa.

Eu quero ser uma tartaruga

Só porque ela é diferente

De toda gente que já conheci

Ela é calma, é paciente.

O homem que caça tartarugas

É um desumano covarde

Quem come carne de tartaruga

É um bicho selvagem, não é homem.

Eu pensei que tartaruga não tinha pressa…

Mas ela tem pressa de viver

E uma placa na praia me apressa:

“Salvem as tartarugas.”

Ufa! Ufa! Ufa!

Será que eu, ainda, quero ser uma tartaruga?

TARTARUGAS MARINHAS

As espécies de tartarugas presentes nos oceanos são 7, sendo que 5 delas ocorrem em águas brasileiras: todas estão ameaçadas de extinção.

  • Tartaruga verde – Quelonia mydas
    Tartaruga olivácea – Lepidochelys olivacea
    Tartaruga de pente – Eretmochelys imbricata
    Tartaruga careta – Caretta caretta
    Tartaruga de couro – Dermochelys coriacea

Fonte: http://www.etall.hpg.ig.com.br

AMEAÇAS NATURAIS BIÓTICAS

Doenças e parasitas: As Tartarugas Verdes podem ter uma doença cutânea (tumor) que pode causar sua morte indiretamente; tartarugas que têm a visão bloqueada pelos tumores não conseguem se alimentar corretamente; Espiroquidíase resulta em anemia e enterite fazendo com que as tartarugas morram ou se tornem mais suscetíveis a se estressarem. Infecções bacterianas ou por fungos em ovos pode ser a maior causa de mortalidade.

Outras tartarugas desovando: Quando há muitas fêmeas desovando em um mesmo local, como nas arribadas, várias delas podem fazer seu ninho sobre outro podendo quebrar os ovos ou impedir que os filhotes consigam chegar à superfície.

Predação: Os ovos e filhotes na praia são predados por coiotes, quatis, caranguejos, falcões e raposas. Já nos filhotes na água, os predadores passam a ser uma grande variedade de pássaros e peixes juvenis e adultos que são comidos por tubarões e outros grandes peixes, bem como a baleia Orca. Se na água, depois de uma certa idade, elas praticamente não têm predadores naturais, ao contrário em terra, encontram seus piores inimigos: o homem. Quando vêm à praia para depositarem seus ovos, podem ser mortas e virar sopa, uma iguaria apreciada em várias regiões. E não é só: os ovos, de gosto muito forte, podem se transformar em omeletes com altos poderes afrodisíacos.

Também são caçadas pelas propriedades de sua carapaça, armações de óculos feitas com o casco da tartaruga-de-pente, por exemplo, chegam a valer de 3 a 4 mil dólares.

No caso de fêmeas desovando na praia, não há evidência de predação natural, sem ser por seres humanos.

Vegetação: É a menor causa de mortalidade natural, raízes de plantas podem invadir os ninhos das tartarugas e causar mortes. As plantas podem também prender as tartarugas; filhotes podem ficar emaranhados quando estão indo para o mar e fêmeas desovantes podem ficar fatalmente presas na vegetação da praia

E mesmo em alto mar elas não estão a salvo. A tartaruga gigante,por exemplo, é vítima da poluição. Muitas confundem sacos plásticos com água-viva, sua refeição predileta, e acabam engolindo a embalagem e morrendo sufocadas. Outras são vítimas das redes de pesca, principalmente de camarão. Presas, não conseguem subir à tona para respirar, e se afogam. Por tudo isso, o homem conseguiu a proeza de colocar as 8 espécies de tartarugas marinhas existentes, na lista dos animais em extinção.

Fonte: O Projeto Tamar/IBAMA)
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