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Archive for the ‘Poesias’ Category

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RÉPLICA INSPIRADORA

Alceu Sebastião Costa

Desperto pelo canto desolado

Do galo madrugador,

Na varanda acomodado,

Busco a sintonia com Deus Nosso Senhor.

Uma vez conectados,

Terra e céu em harmonia,

Cabeça e tronco inclinados,

Rezo em silêncio a Ave Maria.

Depois, devagar, elevo o olhar

Pela encosta verdejante.

Quando alcanço o último patamar,

Vejo o Cristo radiante.

Réplica do Corcovado,

Braços abertos em cruz,

O povo todo acordado

Sob as bênçãos de Jesus.

Por certo, poucos se dão conta

Da proteção do Redentor,

Porém, esta poesia, ora pronta,

Espelha, sem distinção,

Além de louvor e gratidão,

A relação de amor entre criatura e Criador.

Serra Negra, 04 de fevereiro de 2009.

Nota do Autor

Dedico ao povo de Serra Negra – SP,

cidade cenário de inspiração deste poema.

Foto: José Ernesto Ferraresso

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CHUVA DE PAIXÃO

Caio Amaral

Saudade que morre no encanto de uma paixão

Desce como granizo em forma de carinho

É chuva de prata com raios de amor

Irrompe sob a beleza do arco-íris

Se eleva na beleza do sol em pleno verão

Resplandece em mares de uma doce ilusão

PLUIE DE PASSION

Caio Amaral

(Traduction para Michèle Christine)

Nostalgie qui meurt dans l’enchantement d’une passion

Tombe comme grêle dans une forme d’affection

C’est une pluie d’argent avec  rayons d’amour

Éclate sous la beauté de l’arc-en-ciel

S’élève dans la beauté du soleil en plein été

Et brille dans les mers d’une douce illusion

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back poesia

Que belo é!

Caio Amaral

A aurora de um novo dia

O som do vento nas planícies

O renascer de uma esperança

Planar nas asas da paz interior

O encanto e a beleza do céu azul
A força da paixão e o poder do amor
A leveza de uma canção de Beethoven

O brilho da lua e a luz que irradia o sol

O silêncio de uma serena noite de verão
A calma da criança que dorme ao colo da mãe
O canto dos pássaros nas tardes de primavera
O suave embalo de uma onda na calma do mar
O tenro ato de flutuar em nuvens de carinho e amor
Ouvir a palavra: TE AMO!

Comment c’est beau !

Caio Amaral
(traduction par Michèle Christine)

L’aube d’un nouveau jour

Le bruit du vent dans les plaines

La renaissance d’un espoir
Glisser dans les ailes de la paix intérieure

La merveille d’un ciel bleu
La force d’une passion et le pouvoir de l’amour
La légère musique de Beethoven

La luminosité de la lune et la lumière qui rayonne le soleil
Le silence d’une rafraîchissante nuit d’été
La calme de l’enfant qui dort sur les bras de sa mère

Le chant des oiseaux aux après-midi du printemps
Le doux bercement d’une vague dans la mer

Le tendre acte de flotter dans les nuages de tendresse  et de l´amour
Écouter le mot :  JE T’AIME!

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Back_Não_Sei_Syl

Não sei…..

Sylvia Cohin

(uma alusão a nossos papos inesquecíveis…)

Não sei se penso ou se digo,

mas sinto…

Não sei se quero ou desdenho,

não minto…

Do morse de meus dedos

voejam segredos.

Escondem-se entre linhas,

espaços brancos que recheio…

São traços, são bainhas,

pespontos onde chuleio

pensamento ou devaneio…

Não sei se devo…

Devia?

Que respondam os meus dedos

esses cofres que sem medos

Afoitos ou reservados…

Insolentes destemidos…

Costuram tantos ‘tecidos’

que exprimindo-se agitados,

Falam do que eu nem sabia…

Brasil, 17.11.2008

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Back_para_Gui_Oliva__Mário_Quintana(1)

Tentei a homenagem

Gui Oliva

Eu tentei escrever um poema

em homenagem ao Poeta

que fez da vida

uma dedicação  à  poesia

e, como sempre  ousou  sinceridade,

escreveu… assumindo como confissão…

“os meus poemas  sou eu”!*

Mas falho nesse meu intento em conclusão

porque não tenho, como o Mestre  Poeta,

o dom da concisão,

não sei lidar amorosamente com as palavras*,

só tenho a coragem para, como se diz,

reconhecer…sou da poesia

muito menos do que uma aprendiz.

Mas ainda assim tomo nas mãos,

da razão à revelia,

minha pena insana

e tento…tento dedilhar

toda a reverência que eu desejaria,

para brindar a vida-versos de Quintana!

Santos/SP  15/11/06

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Tagarelice
Queridos (as)…
lá vai beleza em versos  esparrama de montão e  proseia entre as montanhas, esbanja de emoção  com suas cores de todo o amor pelo seu chão, e ainda faz mais…embala  com o bandolim de Jacó um choro sem ais, mas de festiva dolência a brindar as Alterosas das Minas Gerais. curtam…sorvam…essa Tagarelice da Poeta e das Artes  Michèle Christine
beijins, Gui

Tagarelice

A donzela, tagarela,

atravessou a cancela

da sua imaginação.

Pintou uma aquarela

atrás da janela

do seu coração.

Com tocadela singela

verde, azul e amarela

vestiu mais bela a tela

da sua emoção.

E o mar virou montanha

que se entranha e que banha

solo vermelho-verdadeiro

de minerais.

E neste sonho encantado

cheirando capim-molhado

se embala em renda-rendada

no colo  das Minas Gerais.

Michèle Christine

BH, 15/07/2009

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pablo_neruda

PABLO NERUDA

Quem morre?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Traduction d’un discours de Pablo Néruda – Prix Nobel de littérature 1971

Pablo Neruda

Il meurt lentement
Celui qui ne voyage pas,
Celui qui ne lit pas,
Celui qui n’écoute pas de musique,
Celui qui ne sait pas trouver grâce à ses yeux.

Il meurt lentement
Celui qui détruit son amour-propre,
Celui qui ne se laisse jamais aider.

Il meurt lentement
Celui qui devient esclave de l’habitude
Refaisant tous les jours les mêmes chemins,
Celui qui ne change jamais de repère,
Ne se risque jamais à changer la couleur
De ses vêtements
Ou qui ne parle jamais à un inconnu

Il meurt lentement
Celui qui évite la passion
Et son tourbillon d’émotions
Celles qui redonnent la lumière dans les yeux
Et réparent les coeurs blessés

Il meurt lentement
Celui qui ne change pas de cap
Lorsqu’il est malheureux
Au travail ou en amour,
Celui qui ne prend pas de risques
Pour réaliser ses rêves,
Celui qui, pas une seule fois dans sa vie,
N’a fui les conseils sensés.

Vis maintenant !

Risque-toi aujourd’hui !

Agis tout de suite !

Ne te laisse pas mourir lentement !
Ne te prive pas d’être heureux ! “

“Poema 20” de “Veinte poemas de amor y una canción desesperada)

” De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.

Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.

Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,

mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,

y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.”

NERUDA EN FRANÇAIS

“Il reste que je ne suis qu’un homme, mais plusieurs vous diront quel homme j’ai été. J’ai toujours lutté pour le peuple et les droits de celui-ci de se gouverner lui-même, j’en ai frôlé la mort plus d’une fois et j’ai même dû me sauver de chez moi pour de longues années. Mais toujours j’ai écrit et aimé la vie. Mon oeuvre a fait le tour du monde et je suis devenu un symbole pour une jeunesse pleine de vie. Les élèves aimeront mon Chant général où je tente de faire sentir toute la beauté du monde. J’aime la vie et le monde. J’ai été heureux dans ma lutte incessante. Notez cher lecteur qu’un film fut fait sur mes relations avec un postier lors de mon exil en Italie, un film merveilleux de tendresse mettant en vedette Philippe Noiret: Il Postino”
Neruda, Pablo (Neftali Reyes)

FOMOS

Enquanto as tribos e populações
arranham terra e adormecem na mina,
pescando nos espinhos desse inverno,
pregam os pregos em seus ataúdes,
edificam cidades que não moram,
semeiam o pão que amanhã não terão,
para disputar a fome e o perigo.

Se cada dia cai

“Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.”

(Últimos Poemas)

“Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.”
“Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.”
“Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.
Se sou esquecido,
devo esquecer também,
Pois amor é feito espelho:
-tem que ter reflexo.”
“Refugiei-me na poesia com ferocidade de tímido.”
“Escrever é fácil.
Você começa com uma maiúscula e termina com um ponto final.
No meio, coloca idéias.”
“Dá-me amor, me sorri e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil;
Não me firas a mim, porque te feres.”

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