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Archive for the ‘Minhas Poesias’ Category

Tagarelice
Queridos (as)…
lá vai beleza em versos  esparrama de montão e  proseia entre as montanhas, esbanja de emoção  com suas cores de todo o amor pelo seu chão, e ainda faz mais…embala  com o bandolim de Jacó um choro sem ais, mas de festiva dolência a brindar as Alterosas das Minas Gerais. curtam…sorvam…essa Tagarelice da Poeta e das Artes  Michèle Christine
beijins, Gui

Tagarelice

A donzela, tagarela,

atravessou a cancela

da sua imaginação.

Pintou uma aquarela

atrás da janela

do seu coração.

Com tocadela singela

verde, azul e amarela

vestiu mais bela a tela

da sua emoção.

E o mar virou montanha

que se entranha e que banha

solo vermelho-verdadeiro

de minerais.

E neste sonho encantado

cheirando capim-molhado

se embala em renda-rendada

no colo  das Minas Gerais.

Michèle Christine

BH, 15/07/2009

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retalhos_
  • SONETO- A EROS – Fernando Peixoto & Sylvia Cohin
Num suspiro que não voltou ao peito,tento clamar minha admiração suprema,ao soneto em duo de Clio e Eros… de amor sincero, sem leros e de reais esmeros. Um amor que é vida, uma vida de amor.

Como é bela e forte a vibração deste espaço,

este carinho do abraço, este afago do regaço.

Que Deus, sempre, abençoe este laço.

Bravo duplamente.bjos, Michèle Christine

  • Emília Possídio Recife, PE, Brasil“(…) No reverso do vento, em tempo breve, um Universo tranqüilo brilha leve.”

O rebuliço do vento se vê só através das coisas, mas se sente e se ouve. Carrega tudo, mares e terras, folhas, velas, bandeiras, palmeiras de beira-mar, poeiras, pipas, a saia das moças… e leva mesmo… quando quer e quando não quiser deixa tudo no lugar e até acaricia. Penso que nosso pensamento também é como o vento, destrói ou constrói, mantém ordem ou faz desordem, refresca, aquece, faz moinho. Esta sua poesia, Emy, faz a gente refletir como é bom ser reverso do vendo, não teríamos um viver-melhor? Nós mudamos o rebuliço em paz ou a paz em rebuliço à hora que a gente quer, não é? Penso que complicamos demais.

Você escreve doce, o vento não levará nunca as suas palavras, o vento não leva o poeta, nós o guardamos. Esta poema é divino. Michèle Christine

  • Trajetória do Menino Deus – Alceu

Conversando com você, Alceu:

Existem poetas em nossas vidas

que também fazem trajeto

nos espaços das nossas lidas:

nascem de um não-sei-como-onde-quê…

em forma de anjos, querubins ou arcanjos;

são rebentos nos manejos dos nossos desarranjos.

E crescem… e passam a ser santos

dos nossos acalantos.

Nas muitas  belezas de vozeais em versos,

discernimos que são próprios,

únicos, luminosos, presépios de união.

Albergamos num abraço contido

os que fazem descadenciar a emoção.

O talento persiste, a doçura magnetiza;

as dores, os clamores, as canções e os louvores,

são  vida, são arte que se eternizam

e se aquietam na nossa afeição .

Na alma agradecida, seduzida, apaixonada,

tenho cativos poetas assim…

no coração.

Um deles… Alceu,

que discorreu

a ‘Trajetória do Menino Deus’.

Beijins meus. Michèle Christine

  • Deserto e Meu Deserto – Sylvia Cohin e Emília Possídio
Quando a vida parece um deserto, quando o coração parece incerto, eu procuro um oásis e me desperto. Dou-lhe o nome de poesia e nesta pia-batismal

me refresco dos medos e dos desacertos,

me purifico do mal.

Poesia é isto, uma alegria imensa, minha crença…

colônia espiritual.

Obrigada Sylvia e Emília, por este oásis-especial. Só mãos benfazejas podem criar esta beleza. Bjins, Michèle Christine

  • SEM CORRERIA – Alceu Sebastião Costa –
Poeta, quando te fores não haverá correria, eu prometo. Quando te fores irás tranquilo, pois o que és, agora,já ficou em nosso coração e os teus versos, grande presente, já estão inscritos na nossa memória,

já fazem parte

da nossa história.

Tu vais, mas tu também ficas… em nós…

até nos encontramos de novo.

“Poetas não morrem… ficam encantados”….

Arquivando, mais uma obra de arte, bejins, Michèle Christine

  • Versos controversos – poeta Alceu
retribuo, testemunhando a grandeza de alma do poeta que você é. Michèle Christine

(última estrofe da poesia Versos Controversos)

Senhor,

Bem sabeis que tal pretensão eu não ousaria,

A alma deste poema está na simbologia,

Reflete o estado do poeta em sua agonia,

Que até pelo reverso dos seus versos

Busca a Vossa sintonia.

(meu verso-oração pra você de 04/05/07)

Senhor,

Não tenho pretensões nem me cabem ousadias

de ser mais do que eu, Alceu,

um filho em constante vigia,

Carrego na alma os versos da poesia

e professo a arte buscando sabedoria,

e na “controvérsia” do encontro poeta-profecia

Encontra em ti, abençoada sincronia.

(para você)

  • Onde Estou….Ma. Madalena F. dos Santos

Não sei onde está a

Madalena que o vento levou.

Só sei que no vento do tempo

ela criou amor:

amor de viver, amor de cuidar, amor de poetar.

Não conte o tempo nos dedos, Madalena,

deixa o tempo voar.

Nas asas do vento tem ecoar,

são as vozes que procuras

e que acalentam o teu suspirar.

Michèle Christine

  • Vida – Sylvia Cohin

Ah! tua vida! Que vida! Completa, repleta, atleta. Vida plena, açucena…vida pedaço, cansaço, sem laço. Vida rica, balsâmica, dinâmica… aflita. Vida junto, conjunto… desconjunto. Vida só… nó… pó. Vida inteira sem beira. Não falta viver, tua vida é constante enflorescer. Bem-querer. Michèle Christine

  • Delícias da poesia – Emília Possídio

Se viajas no frescor da maresia

e adornas de laços a tua fantasia.

Se fazes rima do cansaço e da folia

e ainda inventas a beleza, enfeitas a nostalgia,

e de delícias transforma a tua travessia.

Tu, que és poeta e crias magias

sabes, então, como fazer feliz

quem se alimenta da tua raiz?

Te digo, poeta, não te aportes

em algum ou nenhum porto da freguesia…

tão-somente escrevas versos,

muitos versos, nos sufoques de alegria…

deita continuamente em nossas vidas

as delícias da poesia.

Michèle Christine

  • Quando um Pequeno Príncipe inspira Amorosidade – Gui Oliva

… Quando um Pequeno Príncipe inspira Amorosidade e a poeta pinta as palavras nos tons do coração, todos nós nos tornamos cativos desta amizade. Admirando a sua poesia, Michèle Christine

  • Aos Curtinhos de Sonia Pallone – alguns retalhos dispersos…
  • Aos Curtinhos – 08-08-2002: … eu digo de suas poesias: guardo-as, não num canto qualquer, mas no meu precioso mundo de magias. Eu as arquivo sem misturá-las sequer,  mas como tesouros escondidos O coração, não por acaso, em festa, bate sempre, quando num caminho  que me parece iluminado pelas estrelas chegam-me às mãos as suas histórias em versos.
  • Nº 380: Poeta é natureza, essência e propriedade do verso universo. Virtualidade. Similaridade da boniteza, veneza da grandeza de inspiração.
  • Curtinhos 369 – 18.10.06:Ei, você, poeta!!!!

Que tal apanhar no céu um par de asas

e dar asas à liberdade de um sonho?

Se você não se importa em viver na ilusão,

ou na dor, ou na saudade, ou solidão…

então você não está perdida…

a sua “vida está completa…

você é poeta“…

  • CURTINHOS 368: Minha oração “curtinha” que nasce para uma alma com nódoa:

Tomara que ao nascer do dia,

os rostos se tornem rosados,

sem sombras e decaídas.

Que o escuro da noite

fortaleça o dia fulgente,

com estrelas de sol ardente.

Sem fadiga e sem tormento.

  • … o tempo que o meu tempo tem, eu divido com ninguém… É tempo de louvação para os versos que vertem da inspiração que você tem. Amém! Até a dor eles varrem… do tempo que não nos convém.
  • DESENLACE…by Soni@ Pallone

Desenlacei um laço sem nome e nem regaço .
Enlacei outro laço e dei ao anônimo um nome.
Tem endereço … sem preço.

Tem vínculos de afeto.

É verseto, dueto, terceto e soneto.

Tem pranto, tem  canto.

É prenda, é renda cor de  carmim,

graça de arlequim, cheiro de jasmim.

Não é fastasma, é luz, reluz…é plasma da vida.

Tem espaço na lida de qualquer vida.

É graça bendita.

É festa! É o poeta.

  • VOLTA…by Soni@ Pallone
Volta… revolta. Prefiro  a reviravolta da volta. A ida não é dorida, não é ferida, não fica perdida. Ida não se intimida com regresso nem retrocesso. Ida não implora, ida é aurora do agora. Ida não tem pirraça, só graça. Ida não tem instante, tem adiante, é avante, é confiante.  Volta é pranto, ida é esperanto.revirei sua volta… Michèle
  • Retorno a RELUZ_Sônia Pallone

Se reluz … traduz

heresia em verdade;

Se reluz… reconduz

ao caminho da felicidade;

Se reluz… seduz

o amor à redenção;

Se reluz …conduz

paz ao coração.

  • CURTINHOS 367: Soninha,

se a tua vivência é a tua poesia…

na minha vivência a tua poesia tem pouso,

sem hora e sem tempo, antetempo, contratempo.

Só agora.

  • Poeta!

Tu és canção cantante em nosso espírito,

és vento-maresia que expurga  nosso medo,

és fogo crepitante que aquenta nosso enredo.

És lua quatro fases  que afiança nossa quimera,

és  terra adubada onde germina nossa fantasia

e chuva criadeira que oferece a primavera.

Tu não fazes tudo do fazer

fazes mais… és nutriente do  bem-querer

Preciso louvar e  bendizer

este teu constante ‘fazer chover’

de graças em nosso viver.

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RECADINHO resposta a VESTINDO UM POEMA

Contraste ao Curtinhos 374

Michèle Christine

O momento do contraste tumultua o coração,

faz do avesso o direito que perde cor e refrão,

pinga pedra no quintal, começo vem do final,

bravura tem uma pétala, doçura tem a erosão.

Dura tempo inexistente, morre nascendo vida,

cura ferida com fel, é certeza que duvida,

cria a coragem do medo, tem riqueza empobrecida,

o momento do contraste não parece margarida.

Me deixe trocar teu confronto

num momento contraluz

desarmado, sem ranhura e argumento.

Contente, livre, brilhante,

amante do amor… não da dor.

Confiante. Sonho de luz.

SÉRIE CURTINHOS 374

Soni@ Pallone

“…Eis a tranquila fúria
aberta a emoção e ao tédio…
Pânico sem susto
desvairando o pensamento claro,
assombrando o sonho

preciso, limpo e justo

de um pesadelo em vigília…”

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Talvez_SPallone_

Respondendo ao “Talvez” de Soninha Pallone

Michèle Christine

Talvez tudo fosse diferente…

talvez fosse languidez

ou intrepidez,

talvez sensatez

ou insensatez.

Talvez vida-volta

ou vida-ida

ou vida-viver

fossem lucidez.

Ou embriaguez.

Por Deus,

deixa a vez do talvez!

Deixa a noite te ninar,

te esconder a madrugada

que o raiar vai despertar

tua PAZ!

TALVEZ…

Sonia Pallone

“…Tudo seria diferente…
Se meus passos pudessem voltar  atrás

reiniciando meu caminho…
Se eu pudesse colocar minha noite

em busca da madrugada
e a madrugada a caminho
de uma manhã feliz…”

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Devolvendo a entrega

Devolução

Michèle Christine

Se eu pudesse ser noite brilhante

roubava-te do céu a lua cintilante,

e dos buquês do dia as cores coloridas

das flores dançantes.

Para que pudesses encontrar do teu passado

a cadência estimulante da existência,

rogaria ao beija-flor lhe devolvesse

os beijos de amor de toda uma vivência.

E não conseguindo este meu feito

mas querendo restaurar o teu presente,

neste chorar constante e rouquejante

te somaria um arco-íris com perfume de amor-perfeito.

Assim aproximaria o brilho ao teu caminho

que queres tanto ter contigo,

e a tua lembrança se faria

distância da dor… porto do amor.

(reeditada-2008)

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VAQUINHA MANHOSA DA MI

A Vaquinha Manhosa

Michèle Christine

No meu tempo de criança

Manhosa é que era a tal,

cheia de dengo e bulício

alegrava o meu quintal.

 

A gente debruçava a cêrca

pr’acarinhar a Manhosa

ela gostava, se mexia, se empolgava,

dobrava a cabeça, não se amedrontava.

 

Manhosa tinha ciúme

não gostava de gente estranha

batia chifre, raspava pata,

corria atrás sem artimanha.

 

Manhosa era gulosa,

brejeira e de muita denguice

ficou no sonho da gente

brinquedo de criancice.

BH/MG

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Minha janela responde a sua 2

Minha janela responde …

(…)respondendo sua ‘Janelas’ com a ‘Minha Janela’ – 25/10/2007

De Michèle Christine para Sylvia Cohin(…)

As  tuas  ’Janelas’ de rosas

se abrem em montanhas de neve,

e a vida passa completa,

alcoviteira, brincadeira….

Cheinha de ‘tragas’… e  ‘leves’.

Abrindo minha janela

Estava lá num varal

minha  bandeira solitária

levemente lacrimosa,

cansada… temerária… mas charmosa.

Chateou-me este pranto,

Amolou-me esta pena,

pedi logo aconchego

à bandeira portuguesa.. com certeza.

Bandeiras são nossas armas,

são  grandezas  nacionais.

É o firmamento de um povo,

sua fé e credenciais.

Preciso acalentar a minha

neste tempo de lamento

e fazer do descontentamento

um sentimento de PAZ.

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